Sindicalistas rurais realizam encontros microrregionais para fortalecimento sindical na Paraíba

Lideranças regionais dos sindicatos dos trabalhadores rurais do Estado da Paraíba estão desenvolvendo um trabalho de contato direto com as lideranças sindicais em toda a Paraíba preocupados com o resgate e fortalecimento das ações políticas rumo ao desenvolvimento do estado que constata impactos negativos na economia rural em consequência da maior da seca dos últimos 40 anos, registrada durante todo o ano de 2012 e que continua em diversas microrregiões do Estado da Paraíba.

Paulo Medeiros Barreto(foto) é presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Barra de Santana e diretor de mobilização política da CUT-PB, participou do Programa Domingo Rural deste domingo(09/06) e informou que diversas lideranças de diversos Pólos Sindicais vêm se reunindo para avaliar as conseqüências e alternativas a partir de planejamento e construção de projetos claros que possam apontar ações em políticas para de governos e parcerias diversas. Para isso essas lideranças estão viajando e participando de encontros microrregionais com direções sindicais que, juntos, discutem e planejam ações que contemplem a agricultura familiar paraibana. “Estamos com nossos companheiros das entidades sindicais, representantes dos STRs, outras entidades como Centrais Sindicais, Pastoral da Terra, igrejas, Movimento Sem Terra, os territórios da região estão se mobilizando para que a gente tenha uma política do movimento sindical mais voltado para suas raízes que é lutar por melhorias e participar das discussões porque hoje não adiante a gente está só brigando, a gente tem que participar das discussões, tem que apresentar projetos e isso a gente entende que a Federação(FETAG) não tem feito o papel que deveria fazer style=mso-spacerun: yes>  junto aos diversos movimentos”, explica Medeiros dizendo que os diversos sindicatos se aglutinam em lutas dentro do estado e também de forma nacional com movimentações na capital federal dentre outras. “O que é que nós estamos observando? Nós nos mobilizamos, vamos à Brasília, conseguimos as políticas públicas e nós dos sindicatos não conseguimos operar essas políticas públicas porque nós não temos uma entidade a nível de estado organizada e afinada com seus STRs para que possamos cada um operar essas políticas públicas, então a gente está deixando o espaço para outros quando deveria sermos nós a ocupar nosso espaço”.

Durante participação no Domingo Rural, Medeiros explicou que por esses e outros motivos é que essas lideranças estão visitando os sindicatos mostrando que a atualidade a lógica é as entidades serem proponentes e executoras de ações para o bem estar de suas categorias dentro das políticas nacionais que serão melhores gestadas com a participação das entidades congregada em sua federação estadual. “É isso que temos feito convocando cada um a participar das discussões territoriais, a discutir a questão da insegurança no campo, as políticas públicas com as melhores formas de trabalhar, a pronaf, questões relacionadas a saúde do trabalhador e então estamos dentro das regiões mostrando a cada um dos companheiros que é necessário ele estar dentro pra poder buscar transformações no mundo globalizado em que vivemos hoje”, explica aquela liderança.

Medeiros explicou que está cada vez mais claro a necessidade de se reformular as direções das diversas entidades com agregação de componentes realmente comprometidos com as novas aspirações da sociedade nas diversas categoriais, especialmente no meio rural que vem implementando ações estruturadoras a partir de tecnologias sociais adaptáveis ao semiárido paraibano. “É isso que tenho dito: sindicato é um movimento sindical, não é um sindicato, uma pessoa que pára no tempo, sindicato o nome já está dizendo, é movimento e tem que estar movimentando nas políticas do crédito, nas políticas gerais do campo e enfim são políticas a serem discutidas e o trabalhador espera se seus representantes é que eles estejam envolvidos nas discussões que é pra poder cada vez mais avançar nas propostas de melhorias na qualidade de vida do homem do campo e eu tenho certeza que os nossos companheiros já estão percebendo a necessidade de uma melhoria na continuidade de uma proposta que parou no tempo”, explica dizendo que o movimento pretende avançar a ponto de promover mudanças na direção de Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado da Paraíba como forma de fortalecer as lutas das entidades integradas no estado da Paraíba. “O objetivo nosso é mostrar aos demais companheiros que nós precisamos nos movimentar, não ficar parado, não adiante nenhum companheiro ficar parado porque enquanto ele fica parado tem outros movimentos ocupando os espaços dele”, explica em parte de seu diálogo com os ouvintes da Rádio Serrana de Araruna e Bonsucesso de Pombal e acrescentou: “Queremos conquistas, queremos avanços para que o movimento vá em frente ficando forte e não perdendo espaços para outras organizações que não temos nada contra as outras organizações, mas cada um tem que ocupar seu espaço que é devido e eu é lutado por ele, nós estamos lutando e conseguindo as políticas, porque a gente não se apropriar delas, porque o movimento sindical não está na construção de casas em toda a Paraíba? Porque o movimento sindical não está nos municípios na construção das cisternas de placas que é política pública conquista do movimento sindical, mostrando que tem propostas novas, mostrando por dentro da federação englobe e acompanhe umas políticas públicas com cada sindicato e realmente cada sindicato começa a desenvolver aquilo que nós conseguimos?”, questiona Medeiros Barreto.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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