Sindicatos e entidades do Pólo promovem III Marcha pela vida das mulheres e agroecologia em Esperança

Sindicatos e entidades do Pólo da Borborema realizam na próxima quinta-feira(08/03), a Marcha pela Vida das Mulheres e pela Agroecologia em evento que acontecerá na cidade de Esperança dentro do Dia Internacional da Mulher que se comemora no dia 08 de março.

No ano passado o evento aconteceu na cidade de Queimadas(Clique e leia) e contou com participação de centenas de mulheres e apoiadores diversos e, como prova de que continua na luta, o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Queimadas realizou, na última quinta-feira dia 01 de março(foto), um encontro preparatório de mulheres que participarão da Marcha na cidade de Esperança, Brejo paraibano.

“Queimadas sempre teve participação de mulheres, quer seja no sindicato, que seja em associações, que seja nas igrejas as mulheres são fantásticas, têm contribuído bastante com as discussões, com as ações e não vai ser diferente esse ano. Essa marcha que acontece é u movimento de mulheres, é um movimento regional com todos os municípios do Pólo Sindical da Borborema, em cada ano o movimento acontece em um município. O ano passado nós sediamos a segundo marcha, esse ano a terceira marcha vai acontecer no município de esperança e nós estamos com nossa mulherada também participando e estamos mobilizando já as mulheres do nosso município para o 08 de março, mas também cada município do Pólo Sindical realiza seus encontros municipais com encontros de preparação”, explica a presidente do STR de Queimadas, Marina Anuncia Flor Barbosa Morais.

“O trabalho realizando pelo sindicato é importante porque a gente consegue sair de casa e a gente passa a dar mais valor as mulheres já que antigamente não tinha. Eu já fui vários encontros, já participei de várias marchas”, explica a agricultor Maria das Graças Fernandes de Sousa, residente no Sitio Torrões, naquele município, exemplificando a participação na Marcha das Margaridas que aconteceu em Brasília no ano passado e garantiu que Queimadas estará fortemente apresentada em Esperança. “Queimadas vai com muita gente, da minha comunidade eu estou indo com 15 mulheres só de minha comunidade e a gente está com esse lema porque os homens têm direitos iguais e as mulheres e as mulheres também, não é só os homens”.

A agricultora Rosimere Bezerra da Silva reside no Sítio Torrões, tem participação constante nas lutas, capacitações de intercâmbios dentre outras realizadas pelo sindicato e garante que a cada dia a mulher está se dando conta da importância que tem para a formação na família desde questões relacionadas ao trabalho dentro e fora de casa e, especialmente, no processo de formação cultural da família. “É muito bom porque a gente mulher antes não se valorizava, hoje a gente se valoriza mais e estamos vendo que a gente tem uma importância, que somos importantes, não só na vida do marido, mas também dos filhos e dos outros vizinhos já que tem muita gente que procura nós mulheres que somos participativas já que a gente está aprendendo e passa pra outras”, explica a agricultora garantido que as mulheres das diversas comunidades de Queimadas vão está presentes em esperança levando entraves e soluções a serem apresentados no movimento regional.

Angineide Pereira de Macedo Valetim é agricultora residente na comunidade Bodopitá, diretora do STR de Queimadas e, ao participar do Programa Domingo Rural deste domingo(04/03), disse que ainda é pouco para o que tem que ser feito no sentido de valorizar o trabalho desenvolvido pelas mulheres já que o trabalho desenvolvido pela dona de casa extrapola as fronteiras das atividades domésticas já que a mulher desenvolve trabalho que se iniciam ainda pela madrugada quando a família ainda dorme, de forma que é ela quem acorda primeiro e dorme por último todos os dias e é necessário todo um reconhecimentos que valorize esse esforço desempenhado e disse lamentar o preconceito que a sociedade ainda nutre contra aquelas mulheres que buscam autonomia e mais participação igualitária na família. “A gente sabe que tem uma certa violência contra a mulher com a opressão, além da agressão em casa a gente sabe que ainda tem a sociedade, ainda tem uma sociedade preconceituosa, uma sociedade em que se a mulher sair de casa pra trabalhar então não é só pra trabalhar, e a gente vê que isso é um preconceito muito grande quando a mulher está preocupada na sua família em casa. E a gente vê que é a sociedade quem faz isso e agente vê que os homens sofrem preconceitos por ter um amigo que fica perguntando se sua mulher não tem o que fazer em casa porque sai para buscar informação, pra melhorar o seu dia a dia”, explica a agricultora dizendo que é papel das mulheres trabalharem no processo de construção de uma nova sociedade em ampla entrevista ao Domingo Rural neste domingo.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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