Sisal é destaque no Domingo Rural enquanto alternativa de renda no semiárido

O sisal ou agave é uma planta semixerófita que se adapta bem ás regiões tropicais e subtropicais, foi tema em evidência no Programa Domingo Rural deste domingo 07 de fevereiro enquanto instrumento alternativo de renda para as famílias agricultoras em diversas microrregiões semiárida em razão de sua capacidade de suportar secas prolongadas e elevadas temperaturas, sendo utilizado de formas diversas a exemplo do artesanato, cordas, ração animal dentre outras formas.

Domingo Rural falou sobre a resistência climática da cultura para o crescimento e o desenvolvimento das agaves, sendo o clima quente com temperatura média anual ideal entre 20 e 28ºC, com grande intensidade de luz, precipitações pluviais não excessivas e regulares, mas também em climas temperados e sem excessos de chuvas.

Também foi mostrado que não é aconselhável o plantio da cultura próximo a orla marítima, devendo ser plantado à 100km de distância do mar e que no Nordeste brasileiro o sisal se desenvolve na região semi-árida, com temperatura média diária superior a 24ºC.

O solo ideal para a cultura foi tema em evidência, justificando que trata-se de uma cultura pouco exigente, preferindo solos silicosos, sílico-argilosos, soltos e profundos, dotados de bom teor de calcário; evitando os solos compactos e úmidos.

O sistema de plantio da cultura foi compartilhado com os ouvintes da Rádio Serrana de Araruna, Cultura de São José do Egito e Independente do Cariri, mostrando que envolve a limpeza do terreno para, posteriormente, proceder-se ao preparo do solo propriamente dito. Caso o terreno contenha vegetação arbustiva, recomenda-se a destoca ou o roço.

Buscando diminuir os custos, equilibrar a relação entre culturas e insetos além de tornar o cultivo mais eficiente, Domingo Rural mostrou ser trabalhado a cultura de forma consorciada com culturas regionais a exemplo do milho, feijão, fava, jerimum, melancia e culturas forrageiras, sendo uma alternativa de produção extra para o agricultor nas épocas improdutivas style=mso-spacerun: yes>  do sisal, além de minimizar os custos das capinas (tratos culturais), já que o sisal é bastante sensível á concorrência das ervas daninhas, principalmente nos primeiros dois anos.

Ainda sobre a relação da cultura com o solo, Domingo Rural evidenciou a importância de se utilizar os resíduos do desfibramento composto da mucilagem, bucha e suco no sentido de que sejam distribuídos nas laterais de cada fileira de plantas, mantendo assim a cultura em plena atividade. “Segundo o pesquisador Odilon Reny Ribeiro da Embrapa algodão, essa prática serve também de cobertura morta, impedindo o crescimento de ervas daninhas na área coberta, reduzindo assim a necessidade de tratos culturais, além de contribuir para a retenção de água no solo, já que protege da incidência direta dos raios solares”, relata o comunicador rural Antônio Tavares, acrescentando que técnicos e pesquisadores da Embrapa Algodão Campina Grande apostam na agregação de valor que vão do artesanato, separação ou classificação da fibra e procurar evitar o atravessador que tem sido a figura principal a lucrar na relação compra e venda, enquanto o produtor tem perdido na relação produção mercado.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

Compartilhe se gostou

Deixe seu comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos marcados como (obrigatório) devem ser preenchidos.

Newsletter

Através da nossa newsletter você ficar informado, o informativo do estudo rural já conta com mais de 20 mil inscritos, faça parte você também.

Back to Top