Trabalhadores rurais de Queimadas discutem projetos produtivos e questionam recursos e práticas no Cooperar

Agricultores familiares do município de Queimadas participaram da assembléia ordinária do Sindicato dos Trabalhadores Rurais daquele município que, pela quantidade de participantes, teve casa lotada(foto) com um público interessado em discutir tecnologias, práticas e programas que contribuam com o desenvolvimento da agricultura e pecuária familiar a partir de projetos de financiamentos que possam fomentar o desenvolvimento com tecnologias postas em projetos que traduzam a vontade das famílias e entidades locais.

A reunião aconteceu na última sexta-feira(30/09) no auditório daquela casa sindical e contou com agricultores e agricultoras de todos os recantos daquele município, tratou recursos para projetos desenvolvimentistas identificando ações e recursos do Cooperar, momento em que foi colocado em discussão críticas ao modelo de gestão desenvolvido por aquele órgão. “Nós queremos cumprimentar aqui a todos os ouvintes do Programa Domingo Rural e queremos dizer que nós tivemos mais uma assembléia de ações que nós temos realizado em nosso município e esse espaço é muito importante, espaço que nós temos a cada final de mês para trazer essas informações para os trabalhadores e trabalhadoras rurais de nosso município. Hoje nós discutimos com os trabalhadores rurais a possibilidade deles discutirem em suas bases a pauta que está sendo discutida pelas associações comunitárias que são as prioridades das ações a serem apoiadas pelo Projeto Cooperar”, iniciou a presidente daquele sindicato, Maria Anunciada Flor Barbosa de Morais.

Durante a reunião e entrevista, Anunciada falou de diversos potenciais que podem ser trabalhados em projetos naquele município a exemplo da pecuária práticas e ações de armazenamento de rações para o fortalecimento da pecuária, agregação aos produtos da fruticultura local a exemplo da produção de umbu em todo o município, manga e outras frutas na Serra das Laranjeiras e ao mesmo tempo colocou a preocupação de todas as entidades do Pólo Sindical e das Organizações da Agricultura Familiar da Borborema que entendem sofrer influências negativas de ações e práticas politiqueiras no Cooperar(Clique e leia) que é destinado a fomentar o desenvolvimento do Estado da Paraíba. “Nós sabemos que o Projeto Cooperar é um projeto de ação política, um projeto do Governo do Estado que tem apoiado as comunidades rurais com recursos que vêm do Banco Mundial e que também tem a contrapartida do estado e do município e nós tivemos muitos projetos que foram apoiados pelo Cooperar no nosso município, projetos esses que a maioria eram voltados para infra-estrutura e hoje nós temos uma grande preocupação com relação a isso porque muitos desses projetos hoje não estão funcionando e então nós temos que orientar as associações comunitárias e trabalhadores e trabalhadoras rurais a elegerem em suas bases projetos voltados mais para ações produtivas, que o Cooperar venha realmente cooperar com ações de desenvolvimento, ações essas que o sindicato já vem trabalhando no município e o Pólo Sindical também já vem trabalhando nos municípios esses projetos de desenvolvimento voltados para a agricultura familiar”, explica.

Flor Barbosa justificou que a preocupação das lideranças locais e famílias agricultoras é fazer ser aprovado projetos sustentáveis de inclusão social com autonomia das entidades de agricultores para que não sejam vítimas de projetos de interesses de políticos locais que não tenham vivências articuladas com as realidades locais. “Nós queremos nos apropriar dessa política que vem favorecer comunidades rurais e realmente nós estarmos unidos para cobrar, porque muitas vezes nos temos feito todo um trabalho de mobilização com as famílias e que esses trabalhos têm causado muitas expectativas quando elas elegem suas prioridades, suas ações prioritárias e que passam a cobrar da liderança comunitária, passam também a cobrar do sindicato porque também, de certa forma, tem contribuído nessas discussões e o projeto se encontra muitas vezes engavetado lá na sede do Cooperar lá em João Pessoa e as vezes é necessário que um político venha desengavetar esse projeto pra trazer para o município e não é isso que a sociedade civil quer hoje, nós queremos que realmente essas ações que são prioritárias que elas venham a ser apoiadas não em longo prazo, sejam em curto prazo, porque se mobiliza as famílias temos toda uma preocupação pra fazer pra ontem”, ilustra a liderança.

Ela falou sobre verdadeiros projetos da sociedade e que chegando ao município terá verdadeiro funcionamento enquanto instrumento indutor de crescimento demonstrando eficiência quando comparado a diversos outros recursos que chegaram ao município em forma de estruturas e que estão parados sem que se saiba onde se encontram os patrimônios que são fruto de recursos públicos. “Em anos anteriores aqui o município priorizou muitas ações voltadas para infra-estrutura, nós temos alguns poços artesianos que foram aprovados pelo Cooperar que atualmente não estão funcionando, nós temos mini-indústrias de confecções que também foram aprovados pelo Cooperar que também não estão funcionando, foram feitas aqui algumas ações de passagem molhada, tivemos também cisterna e foi ação louvável porque as famílias precisam de água para beber e para cozinhar, mas algumas outras são ações que não estão sendo utilizadas pelas famílias e a idéia agora é nós orientarmos as famílias á fazerem projetos produtivos, sejam eles voltados pra criação animal, sejam voltados para a produção da fruticultura com o beneficiamento das frutas e nós identificamos aqui em nossa assembléia que nós temos regiões aqui aonde predomina fruticultura como a Serra de Laranjeiras, Zumbi, mas infelizmente não temos organização comunitária para assumir o projeto do Cooperar nessas localidades”, explica dizendo que o sindicato e entidades parcerias se mobilizarão para a construção de projetos e estarão atentas no processo de gestão e liberação no Cooperar. “Nós também temos agricultores em nosso município que também são criadores que tem suas criações de bovinos, poucas, mas têm caprinos e ovinos e que têm tido uma preocupação em relação ao armazenamento de forragem para o período de estiagem e que uma idéia também seria conseguir máquinas para fazer ensilagem, máquinas motoensiladeiras, nós temos apenas uma máquina ensiladeira em nosso município para atender a todas as comunidades. Então estamos com essa preocupação, estamos levando ao conhecimento dos agricultores que esse ano o governador do estado da Paraíba está mobilizando as pessoas que são funcionárias do estado para estarem nos sítios incentivando as associações para fazerem seus projetos e encaminharem aos conselhos municipais para a provação e em seguida também ao estado e que essas famílias realmente venham pensar em projetos que venham beneficiar as unidades familiares”, argumenta lembrando de programas importantes como PAA e PNAE que representam muito para a agricultura e que precisam dessas ações na agricultura para seus funcionamentos junto aos programas sociais.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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