Universo Rural evidencia Seminário de divulgação de pesquisa sobre Sementes Crioulas na Paraíba

A abertura e as ações trabalhadas no primeiro dia do Seminário Pesquisa e Política de Sementes no Semiárido que teve início nesta quarta-feira(30/05) foi tema evidenciado no Programa Universo Rural da Rádio Bonsucesso de Pombal AM 1180 kHz, nesta quarta-feira quando foram entrevistados o representante da ONG AS-PTA do Paraná, André Emílio Jantara; o assessor da AS-PTA Paraíba, Luciano Silveira; e o diretor de Políticas Agrícolas e Informação da Conab(Brasília-DF), Sílvio Porto que falaram sobre a importância do evento que acontece durante esta quarta e quinta-feira(30 e 31/05), em Lagoa Seca e objetiva apresentar os resultados de um estudo que reconhece a qualidade das sementes crioulas na Paraíba, também conhecidas como da Paixão.

André Emílio Jantara explicou que trouxe o conjunto das experiências desenvolvidas na agricultura familiar agroecológica do sul brasileiro com resgate, avaliação, multiplicação, armazenamento e comercialização das várias espécies das sementes crioulas que vem sendo feito no Paraná e Santa Catarina. Dentro da oficina mostramos um pouco da questão do monitoramento contra o perigo de contaminação por sementes transgênicas, no caso do milho que é a nossa maior preocupação hoje dentro daquela região, estamos mostrando também que os bancos de sementes lá não são comunitários, mas são familiares onde cada família tem seu banco com armazenamento em tambores, garrafas Peti, latas de banhas que são latas de 20 litros de acordo com o que ele vai estar usando de sementes e o que ele vai estar vendendo é que ele armazena dentro de sua propriedade”, explica aquela liderança sulista.

Luciano Silveira, participou do encontro e do Programa falando sobre a importância do evento conceituando como sendo uma atividade resultante de um esforço coletivo da grande rede comunitária de bancos de sementes comunitários numa parceria com a Embrapa Tabuleiros Costeiros voltada para que se faça um amplo estudo sobre a qualidade agronômica, produtiva das variedades locais buscando comparar com as sementes comerciais desenvolvidas e ou melhoradas pela Embrapa e das empresas que produzem variedades de sementes para os mercados. “Temos aqui resultados de três anos de pesquisa num total de oito ensaios em várias regiões da Borborema e do Cariri com mais de vinte variedades de milho nativos aqui da região, evidenciamos as variedades nativas que têm níveis bastante satisfatórios, muito semelhantes as variedades comerciais e algumas vezes com resultados até melhores porque nas condições de stress, de falta de água, de solos pobres esses materiais mais adaptados eles têm se saído sempre melhores do que os materiais que são melhorados nas empresas de pesquisas porque acabam sendo selecionados não para os stress, mas para as condições ideais de adubação, de irrigação, de uso de agroquímicos e isso é muito importante pra gente porque os programas públicos, atualmente, eles não vêm apoiando, em suas políticas de sementes, a produção, a multiplicação e a distribuição das variedades de sementes crioulas, pelo contrário eles desvalorizam dizendo que esses materiais não prestam, que ele é grão, que é melhor os agricultores comerem porque bom mesmo são as variedades melhoradas nas instituições de pesquisas”, explica Luciano dizendo que a cada dia está ficando mais claro que a diversidade da agricultura familiar é possível a partir da diversidade que já se faz historicamente na agricultura familiar.

Sílvio Porto é diretor de Políticas Agrícolas e Informação da Conab, Companhia Nacional de Abastecimento, participou do encontro a partir de convite formulado pelas entidades já que existe uma parceria de fortalecimento das políticas de bancos de semente desde o ano de 2010, ação que tem recursos do MDS e tem permitido a valorização das políticas de sementes e autonomia das famílias agricultoras. “Naquilo que nos é apresentado em termos de demanda, nós temos participado de uma forma muito ativa, no ano passado nós conseguimos comprar em torno de R$ 9,5 milhões em sementes crioulas, em estados além da Paraíba, aqui no Nordeste em Alagoas e Pernambuco num trabalho muito forte, com o movimento popular e camponês em Goiás, nós temos um trabalho com o Centro de Agricultura Alternativa e a Cooperativa Grande Sertão no norte de Minas, da mesma forma com os pequenos agricultores no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra(MST) no Paraná, em Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul também, ou seja, esse é um trabalho que tem avançado, ele tem na verdade se fortalecido a partir da possibilidade da gente continuamente valorizar pela compra via Programa de Aquisição de Alimentos”, explica aquele representante da Conab ao fazer um resumo das ações desempenhadas em todo o país.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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