Agroalimentares no Araripe sofrem perdas em consequência da chuva persistente e tempo frio
Chuva fina persistente e tempo frio começaram a provocar perdas nas culturas agroalimentares da agricultura familiar na região do Araripe pernambucano, no meio a cultura do algodão agroecológico já em ponto de colheita começa a molhar, cair e perder qualidade.
Milho, feijão, amendoim, Gergelim dentre outras estão abandonadas em campo na expectativa de que o tempo dê condições de colheita e aproveitamento de parte das culturas. “O algodão aqui no Araripe está comprometido com as chuvas, passaram as chuvas fortes, é neblinando de dia e de noite, e não é só o algodão, a gente está com atraso de 15 dias sem poder colher outras culturas, tem o girassol também que está problemático, gergelim vai perder no meio do tempo, mas em compensação temos outras coisas que estão favorecendo muito, o milho que está pra florar agora vai segurar, o algodão novo também que temos aqui plantado de março vai ainda uns dias pra abrir, girassol tem pra abrir também, tem a fava, guandu que vai favorecer muito; então temos feijão já se perdendo, algodão já caindo muito, aquele algodão que cair já está perdido e outro que venha a colher será de má qualidade”, explica o agricultor Francisco Barbosa Rodrigues de Lima, Nêgo, residente no sítio Tigre de Exu, Araripe pernambucano.
Naquela região, em resumo, pra muitas famílias, o que parecia estar salvo está em perda; o que parecia estar perdido começa trabalhar perspectivas de ganho na produção. “Aqui está tendo três fases de inverno que se iniciou muito sedo no mês de novembro e dezembro quando choveu muito, então para as culturas de ciclo curto como feijão já foi um inverno; janeiro em algumas choveu em pontos mais, noutros menos, fevereiro só choveu quatro milímetros; mês de março foi outra fase do inverno (a segunda fase), abril choveu muito dentro da segunda fase e agora já estamos na terceira”, explica Nêgo.
Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural




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