Famílias agricultoras da Borborema já iniciam Fundo Rotativo dos Fogões Ecológicos

SR061210aaaaCerca de 20 mulheres agricultoras estiveram se reunindo na última terça-feira, dia 30 de novembro, para a construção do primeiro fundo rotativo para o recebimento dos Fogões Ecológicos dentro da dinâmica do Projeto Agroecologia da Borborema que tem o patrocínio da Petrobrás numa ação social que vem sendo trabalhada de forma integrada para a convivência com a realidade semiárida brasileira.

A reunião aconteceu na casa da agricultora Inês Camilo da Silva no Sítio Nicolândia de Massaranduba onde foi instalado o primeiro fogão e a partir dele feito toda a alimentação servida no almoço do público presente além de discutir a dinâmica do Fundo Rotativo dentro das posses financeiras das famílias camponesas.

A dona da casa e componente das dinâmicas do Pólo, Inês Camilo da Silva, ao receber e testar a eficiência do fogão agroecológico comentou a importância do novo equipamento na vida da família e referência naquela comunidade rural. “O recado que eu deixo é que todas consigam o fogão porque vale a pena, a pessoa cozinhar na linha que economiza bastante gás, nem todos os dias a gente tem o dinheiro para comprar o gás, as vezes a gente vai no mercado e compra uma comida fiado, mas sem ter com que cozinhar é melhor que não tenha comida”, explica a agricultora que foi contemplada do equipamento ao custo de R$ 235,00 no processo de fundo rotativo solidário.

Maria do Céu Silva Batista de Santana é agricultora na comunidade Videl, município de Solânea, falou sobre a eficiência do Fogão Agroecológica, dizendo ser mais uma tecnologia que vem somar no processo de convivência com a realidade semiárida brasileira. “Então o recado que a gente dá é que as famílias se organizem, que pensem no meio ambiente porque é uma discussão voltada para o arredor de casa, é um fogão que chega para a cozinha da mulher, mas que ela tem toda uma discussão do arredor de casa, do manejo da família, da organização da família ao redor de casa”, explica agricultora, mostrando ser um programa completo no processo dinâmico de educação para novos modelos sustentáveis.

Maria Giselda Bezerra Lopes é assessora do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Remígio e garante que tecnologia a exemplo do Fogão agroecológico representam importante suporte para as famílias camponesas e que as entidades do Pólo da Borborema, com o apoio da AS-PTA vão intensificar para que a vida no semiárido seja cada vez mais viável de forma solidária e sustentável. “Com certeza porque nós do Pólo Sindical da Borborema e outras organizações a gente tem aqui na região uma forma de multiplicação e solidariedade entre as famílias que é o fundo rotativo solidário e com relação aos fogões eu acredito que não vai ser diferente, acredito que vai ser uma forma pra que outras famílias possam ter também o seu fogão em sua casa, onde esses primeiros 20 fogões virão, mas as famílias vão contribuir com uma quantia X por mês para que outras famílias também possam ter o seu fogão”.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

Compartilhe se gostou

Deixe seu comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos marcados como (obrigatório) devem ser preenchidos.

Newsletter

Através da nossa newsletter você ficar informado, o informativo do estudo rural já conta com mais de 20 mil inscritos, faça parte você também.

Back to Top