Empaer anuncia Dia Especial de Colheita do Algodão agroecológico no Reassentamento Acauã de Itatuba
Famílias agricultoras, entidades da agricultura familiar, da pesquisa e extensão rural, empresas do ramo da cotonicultura estarão presentes em Dia Especial da Colheita do Algodão Orgânico dentro das dinâmicas de produção nos sistemas agroalimentares trabalhadas no Reassentamento Águas de Acauã, zona rural de Itatauba, Agreste paraibano, em evento que acontecerá na próxima quinta-feira, 25 de setembro, a partir das 08:00 horas da manhã.
Conforme o gerente regional da Empaer Itabaiana, Paulo Emílio Carneiro, o evento será espaço de colheita e de mostra da produção do algodão agroecológico consorciado com culturas alimentícias que vem dando certo numa ação sintonizada com outras unidades produtivas nos municípios de Ingá, Itabaiana, Salgado de São Félix, dentre outros, dando a mostra de que a região Agreste está retomando a produção do algodão em dinâmicas de convivências com os insetos que controlados não se transformam em pragas.
O Reassentamento Águas de Acauã faz parte de um projeto inovador de apoio às famílias vítimas da construção de Barragem de Acauã, num processo de discussão e negociação política pelo Movimento dos Atingidos por Barragens, e entidades parceiras, junto ao Governo do Estado da Paraíba, fazendo com que 10% das famílias extremamente prejudicadas recomecem suas vidas no ambiente de moradia e produção rural gerando ações referencias para adoção de proteção às 90% das famílias espalhadas nos municípios adjacentes além de também referência para a implementação de políticas públicas para atingidos em outros estados da federação. “Aqui no Reassentamento estamos mais felizes a cada dia com o aumento da produção, aumento das famílias agricultoras vindo aderir ao projeto, a quantidade das parcerias que estão aqui presentes com mais parceiras a cada dia, e podemos citar a Empaer, a UEPB, a CEHAP, o MDA, a UFPB, SEBRAE, UFCG, o PEASA, Parque Tecnológico, o INSA, as várias secretarias do Estado, inclusive até a própria Segurança Pública, as empresas parceiras na compra do nosso algodão” justifica o coordenador do MAB/PB, Osvaldo Bernardo, justificando que o conjunto das ações gerou confiança nas famílias em se anteciparem no sistema de produção agrícola, mesmo antes da entrega das 100 habitações em construção pelo governo paraibano, através da Companhia de Habitação Popular(CEHAP). “Isso aqui é uma forma pedagógica pra gente trazer as famílias agricultoras pra desempenharem sua atividade na produção e aprimorarem essa relação de intimidade com a terra, então a gente teve planejamento e essa preocupação de começar a produzir antes de estar morando, você vê que a gente está com mais de vinte hectares agora em 2025, mesmo sem as famílias estarem morando aqui, imagine quando essas famílias estiverem morando aqui, então isso é uma forma pedagógica pra quem vier pra cá já entender que o projeto é produtivo, não é apenas a moradia, a moradia faz parte por ser um dos elementos do projeto”, explica Osvaldo Bernardo.
Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural




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