Crédito BNB poderá financiar nova tecnologia do INSA para fortalecimento da agricultura familiar
O Banco do Nordeste poderá ter papel fundamental para o processo de utilização da nova tecnologia de Saneamento Ambiental e Reuso de Águas (SARA) do INSA, Instituto Nacional do Semiárido, voltada para o fortalecimento da agricultura familiar a partir do crédito da instituição como indutor ao desenvolvimento das atividades camponesas do semiárido.
O tema foi amplamente trabalhado no encontro Prodeter Paraíba acontecido no auditório do Insa, em Campina Grande, no dia 20 de agosto último, que contou com representações de diversos Territórios de Desenvolvimento Rural Sustentável paraibanos que têm o Projeto do Desenvolvimento Rural, Prodeter do Banco do Nordeste. “As tratativas estão sempre em avanço, o Governo do Estado tem sido um parceiro muito bom do Insa no sentido de alavancar a tecnologia SARA aqui na Paraíba, já são alguns projetos que estão aí em parceria e a nossa ideia é essa, agora colocar o Banco do Nordeste no radar também para que o SARA possa entrar como uma tecnologia, um produto dentro do rol de possibilidades de financiamento pelo Banco do Nordeste”, explica o pesquisador do Insa, Mateus Cunha Mayer, ao dialogar com Stúdio Rural.
Mateus explicou que as tecnologias Insa estão prontas para o processo de utilização para o fortalecimento de diversos arranjos produtivos da agricultura familiar. “Já é produto finalístico com pesquisa que já foi concluída e entregou resultado, não é mais uma possibilidade, é uma certeza o SARA, então acredito que tem que ser cada vez mais difundido como esse produto que realmente transforma a realidade do agricultor familiar do semiárido brasileiro” justifica ao ser entrevistado no Notícias Agrícolas. “É funcional mesmo, é tanto que já são mais 500 unidades instaladas no semiárido, todos muito bem recebidos, os agricultores realmente impactados demonstrando que a tecnologia fez um benefício muito grande em relação a produção de alimentos, produção de forragem para manter o rebanho durante todo o ano.
“A tecnologia Sara consiste em um processo de tratamento de esgoto domiciliar em três etapas. Na primeira etapa, é feita a sedimentação de sólidos pesados. A segunda etapa, biológica, é a degradação da matéria por meio de bactérias em reator anaeróbio. Na terceira, é feita a remoção de patógenos de microrganismos em lagoas de desinfecção. O processo elimina 99,99% dos patógenos e conserva os nutrientes da água, deixando o líquido pronto irrigar as plantações”, justifica a assessoria Insa.
Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural




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