Canavieiros comemoram correção de erro e liberação subsídio ao produtor com valor maior
Depois de ser vetada pela própria presidente Dilma Rousseff, o governo federal retrocede e decide liberar subvenção econômica aos produtores nordestinos de cana com benefício reajustado que passa de R$ 10,00 para R$ 12,00 por tonelada de cana fornecida.
A informação é da assessoria de Imprensa da Unida, Robério Coutinho, justificando que a decisão foi repassada pela equipe econômica do governo à União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), durante reunião realizada no início da tarde desta quinta-feira (16), no Ministério da Fazenda, em Brasília.
Coutinho explicou que para o presidente da Unida, Alexandre Andrade Lima, o governo se comprometeu em inserir o subsídio com valor reajustado na medida provisória 613, ou na MP 603 e que a dimensão do impacto e do prejuízo foi apresentada detalhadamente, contribuindo para que o governo pudesse reparar o que seria um significativo erro com o segmento agrícola. Os presidentes do Sindicato dos Cultivadores de Cana de Pernambuco e da Associação dos Plantadores de Cana de Alagoas, Gerson Carneiro Leão e Lourenço Lopes, respectivamente, também estavam na reunião, explica aquele assessor ao dialogar com Stúdio Rural, explicando que a interlocução entre o governo e os representantes do setor canavieiro foi feita pelo deputado pernambucano Pedro Eugênio (PT-PE), autor da emenda parlamentar favorável à subvenção na Medida Provisória 587, vetada pela presidente Dilma, no último dia 8 e que o presidente da entidade comentou que o deputado tem apoiado a categoria desde a submissão da emenda e que foi fundamental para consertar o que seria a maior injustiça com os produtores do.
Coutinho adiantou que, mesmo com a mudança de posição do governo, os produtores manterão a manifestação marcada para inauguração da Arena Pernambuco, próxima segunda-feira (20), quando contará com a participação da presidente e Dilma e que Alexandre Andrade Lima anunciou que a mobilização continua e que a categoria quer que a presidente escute o clamor do povo nordestino que ainda sofre por conta da seca.
Fonte: Stúdio Rural / Programa Universo Rural




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