Pecuarista em Barra de Santana inova tecnologia de alimentos para sustentabilidade do rebanho em períodos críticos

SR130417aPara manter um rebanho bovino de cerca de 50 animais da raça SIND em pleno semiárido do município de Barra de Santana, no Cariri Oriental paraibano, o pecuarista Anselmo Rodrigues vem fazendo um trabalho estruturador em sua unidade rural produtiva, na comunidade Barriguda, a exemplo do plantio de palma-doce resistente a praga da Cochonilha do Carmim que já dizimou palmais de diversos municípios do Cariri e Agreste o que fez com que, de forma gradativa e bem antecipada, o pecuarista fosse diminuindo seus plantios das palmas gigantes tradicionais e adotasse as variedades resistentes a doença. “Eu tinha 30 hectares de palma gigante tradicional, comecei dando ao gado e ao mesmo tempo plantando as novas variedades e hoje já tenho entre 25 a 30 hectares das variedades doces”, explica Anselmo, professor aposentado da Universidade Federal da Paraíba, Campus Areia. “Estou feliz ao passar por mais um período crítico e agradeço a Deus por ter sustentado todo o gado com ração produzida na propriedade”, comemora Rodrigues ao dialogar com Stúdio Rural acrescentando que atualmente 50 reses são alimentadas diariamente com palma produzida nos novos empreendimentos.

Aquele pecuarista explicou ainda que desde muitos anos passados vem fazendo um trabalho de multiplicação de mudas de cardeiro(mandacaru) também com o propósito de convivência semiárida e destinado a alimentação do gado. Ele conta que, após plantar centenas de mudas distribuídas pela propriedade, agora iniciou um trabalho de plantio de forma sistematizada com um número de cerca de mil mudas plantadas e que o projeto é chegar a cerca de 10 mil unidades plantadas. “O cardeiro eu planto todos os dias, mas de forma desordenada, no entanto o mês passado plantei, de forma organizada, 1000 mudas e vou sequenciar até chegar na casa que deve ficar em torno de 8 a 10 mil mudas”, explica entusiasticamente o pecuarista justificando que o rebanho está todo contido da raça Sind em razão de sua adaptabilidade a realidade semiárida, assegurando que a região semiárida tem seus entraves, mas é rico de possibilidades.  “Meu pai dizia que se todo telhado no Nordeste fosse equipado com uma biqueira para uma cisterna não existiria falta d’água para beber no Nordeste e se o nordestino explorar as riquezas do semiárido não existe fome no gado”, reitera aquele caririzeiro.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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