Umbu e seus produtos passam a fazer parte da indústria e mercado de Vitória da Conquista-BA
A cidade de Vitória da Conquista, no Sudoeste baiano, mesmo sem ser município de forte incidência de umbuzais, vem fazendo um trabalho no processo de agregação de valor ao umbu através do processo da industrialização e plantio da cultura em solos daquele município e região.
Conforme o agrônomo da Secretaria de Agricultura e umbucultor do município de Vitória da Conquista, Dilermano Fonseca, o município vem desenvolvendo plantio da cultura e ao mesmo tempo já desenvolvendo o processo de industrialização do umbu, especialmente comprado em municípios tradicionais de produção no Sertão baiano. “A nossa realidade, na verdade o município em que meu trabalho com umbu partiu exatamente com uma pesquisa que eu estava fazendo a respeito da reprodução natural do umbuzeiro e, por incrível que pareça, no município de Vitória da Conquista foi encontrado uma população de plantas de 0,98 por hectare, ou seja, temos um número bem emblemático, menos de uma planta por hectare. Só que Conquista é um polo, assim como Campina Grande, é um polo que envolve o entorno com muitas cidades vizinhas, então o umbu comercializado em Conquista, na verdade, não é do município, vem das cidades ali do Sertão que trazem pra lá, essa é a realidade. Agora o que estamos tentando mudar é exatamente isso de fazer com que o umbu retorne ao seu local, a sua função, porque o município teve sim umbuzeiros, mas foram dizimados com o tempo, é óbvio que a gente enfrenta resistências as vezes já que as pessoas acham que o status é criar gado ou bode, e a caatinga não suporta dentro destas condições naturais, mas é uma luta que a gente vem travando e até agora vem obtendo vitórias significativas”, explica Dilermano ao dialogar com o público ouvinte do Programa Domingo Rural e Programa Esperança no Campo.
Aquele profissional participou do I Simpósio Paraibano do Umbu que aconteceu no último dia 21 na cidade de Campina Grande e garante que a cultura do umbu já foi muito penalizada em todo o semiárido, mas que na lógica do “antes tarde que nunca” já é tempo da sociedade e governos assumirem papeis de fortalecimento dessa cultura para o processo de fortalecimento da agricultura familiar de todo o semiárido na dinâmica de segurança alimentar e garante que pela importância do umbu e a necessidade de seus produtos a partir de conhecimentos e ações de políticas públicas, ações devem ser implementadas, dentre as quais pensar já no segundo simpósio da cultura no Estado da Paraíba. “O sentimento que a gente tem aqui ao observar a reação das pessoas, dos técnicos, dos estudantes, dos agricultores que estiveram aqui é importante e até já brinquei com o Everton sobre a grandeza desse simpósio e já pode pensar em começar o segundo para o ano que vem”, explica ao dialogar com Stúdio Rural.
Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural




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