Famílias em novo assentamento rural de Itatuba iniciam plantio do algodão orgânico como complemento de renda na agricultura familiar
Famílias agricultoras vítimas dos impactos da construção da Barragem de Acauã, no município de Itatuba, Agreste paraibano, estão num processo organizativo de produção numa área de assentamento (Projeto Agrovila Águas de Acauã) desapropriada pelo Governo João Azevedo onde estão iniciando benefícios no local destinado a nova vida e espaços produtivos das famílias.
Diversas ações estruturantes estão sendo desenvolvidas para oferecer as condições de moradia para as famílias que já se anteciparam e desenvolveram um roçado coletivo destinado a produção do algodão orgânico nos sistemas agroalimentares. O projeto produtivo fez um plantio no último dia 10 numa área que soma cerca de 15 hectares e envolve cerca de 20 famílias agricultoras. “Nós já estamos lá na área e, antes de estar morando, surgiu a possibilidade de Paulo Emílio que é o gerente da Empaer regional Itabaiana que coordena uma diversidade de municípios no Vale do Paraíba em que a gente começou a plantar o milho, feijão, batata doce, macaxeira e ele sempre falava nesse algodão agroecológico consorciado e a gente sempre recuando porque a gente quer e precisa produzir comida, trazer segurança alimentar com a terra, então ele explicou direitinho o que é um algodão agroecológico consorciado em que se trabalha uma produção sem veneno e diversificando com a cultura do milho, feijão, gergelim, fava e outras culturas pra trazer segurança alimentar e o algodão seria uma fonte de renda, uma poupança, um extra”, explica o coordenador do MAB, Movimento dos Atingidos por Barragens, Osvaldo Bernardo da Silva, acrescentando que daí o extensionista Paulo fez contato com uma empresa compradora que passou a discutir o projeto numa ação parceira, assumindo responsabilidades empreendedoras junto ao coletivo. “A partir dessas discussões iniciais, Paulo fez contato com a empresa Santa Luzia(Santa Luzia Redes e Decorações) que fornece a semente e garante a compra do algodão, a prefeitura entra com o corte de terra e nós entramos com a força de trabalho”, comemora Osvaldo Bernardo ao dialogar com Stúdio Rural.
Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural /Ascom
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