Agregação têxtil no algodão paraibano aumenta perspectivas para produção agroecológica 2022 no Estado
A produção agroecológica do algodão aponta para intensificar a cultura nos sistemas agroalimentares a partir de uma iniciativa parceira com o Instituto SENAI de Tecnologia Têxtil e Confecção da Paraíba que passa a trabalhar a agregação de valor ao produto a partir da manufatura que já está acontecendo no local da produção, especialmente em municípios do Cariri Ocidental paraibano.
Conforme a assessoria Senai, até setembro de 2020 os lotes de algodão eram enviados para São Paulo, onde era feita a fiação e, depois, para o Rio Grande do Sul, para a produção dos tecidos, sendo que com a consultoria e maquinário especializado do Instituto Senai, a fiação passou a ser feita na unidade paraibana, diminuindo a logística e aumentando o valor do quilo do produto, dobrando o valor em favor das famílias agricultoras.
Aquela assessoria explica que, conforme o gerente da planta têxtil do SENAI Têxtil e Confecção da Paraíba, Abmar Medeiros, o maquinário é todo voltado para a produção em grande escala transformando os fardos em fios, ajudando os pequenos produtores a transformar suas matérias-primas e aumentar seu faturamento, ação piloto que se iniciou com 250 quilos e agora recebe 14 toneladas de pluma para a fiação.
Para o coordenador do projeto, junto a ONG Diaconia, Fábio Santiago, a parceria com o Senai é muito importante para o fortalecimento das famílias agricultoras, porque a cadeia de valor está avançando e possibilitando a inserção em novos mercados, já a ação parceira vem apoiando os produtores no levantamento logístico e orçamentário para se chegar ao preço final do fio fortalecendo a cadeia que servirá, inclusive, de referência para outros projetos de algodão agroecológico no Brasil e em outros países.
Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural / Senai-PB




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