PEASA/UFCG e UFPB se representam na discussão do Umbu Gigante no Cariri da Paraíba
O Peasa, Programa de Estudos e Ações para o Semiárido e MISA, Museu Interativo do Semiárido da UFCG foram representados no I Encontro do Umbu Gigante, acontecido no dia 24 de abril último, no município de Serra Branca, Cariri Ocidental paraibano, pelo professor da UFPB, Daniel Duarte Pereira, componente das instituições, falando sobre a realidade atual e a história da cultura do umbu nativo na vida do povo do semiárido. “Evento extremamente positivo, estou aqui neste momento muito satisfeito, não é só uma reunião, é uma congregação porque não tem gente só do Cariri, tem representações de outras regiões e de outros estados pra discutir o umbu que está precisando dessa valorização, então as minhas impressões são as mais positivas possíveis e eu saio daqui com os ânimos renovados com relação a essa cultura que é uma planta que eu amo e que agora passei a endeusar”, explica Daniel durante entrevista ao Stúdio Rural.
Duarte explicou que seu compartilhamento de informações se deu focado na valorização da planta que, para muitos, ainda é vista apenas como uma planta a mais na caatinga ou aquela que produz elevados volumes que ainda se perdem por não terem a devida agregação de valor. “Na verdade nós temos que aproveitar, que valorizar, nós temos que resgatar, perceber que não é só a questão do fruto em si, mas as histórias ao redor dos imbuzeiros, dos imbuzeiros mal-assombrados, dos imbuzeiros que serviram de refúgio pra isso, serviram de refúgio pra aquilo, então todos essas histórias também ao redor da planta”, explica Duarte Pereira.
Durante o evento as representações defenderam a criação de um Instituto, a exemplo do que acontece com cultura como o Cacau, no Sul da Bahia, que tem a CEPLAC, Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira, como referência de pesquisas, estudos e valorização da cultura. “Tem todo sentido sim, na minha fala eu falei sobre isso dando como exemplo a CEPLAC que é a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira, que é o caso do cacau na Bahia; a Embrapa Algodão voltada também para culturas como o sisal, e há a necessidade de se ter o Instituto voltado para a cultura do umbu, então a proposta é que a partir de hoje a gente tenha esse encaminhamento e que seja um Instituto de valorização não só da planta, mas de tudo que está ao redor dela” evidencia Daniel que representou a UFPB e o Peasa/MISA/UFCG em parceria com o componente institucional Rossino Ramos de Almeida. “Eu deixo como mensagem que valorizem, valorizem e valorizem o nosso imbuzeiro, como dizia Euclides da Cunha, a árvore sagrada do Sertão, do Cariri, do Agreste, do Seridó, do Curimataú e de outros locais secos do Brasil”, reforça.
Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural




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