Atingidos pela Barragem de Acauã lançam e distribuem cordel denunciando abandono e anunciando lutas

Entidades e famílias agricultoras componentes do MAB, Movimento dos Atingidos por Barragens, juntamente com a Universidade Federal da Paraíba, Governo do Estado, Empresa Paraibana de Comunicação, dentre outras, desenvolveram uma forma própria de denunciar a realidade de abandono enfrentada pelas famílias agricultoras vítimas das águas da Barragem de Acauã, em municípios do Agreste paraibano, dentre os quais Aroeiras e Natuba.

Dentre as dinâmicas mais apropriadas desenvolvidas como vitrine que possa mostrar o atentado contra a vida e sobrevivência das famílias que perderam suas terras, local onde nasceram, o Movimento desenvolveu, lançou e está em ampla distribuição de um Cordel “Barragem de Acauã” (Clique e leia) com as famílias agricultoras, gestoras nas diversas instâncias de governos, movimentos sociais, universidades, imprensa, instituições religiosas, escolas e educadores, judiciários, dentre outros segmentos.

Conforme o coordenador do MAB, Osvaldo Bernardo da Silva, o trabalho de distribuição e compartilhamento de informações se iniciou pelo Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos da comunidade de Pedro velho, município de Aroeiras; comunidade O Costa, em Natuba; comunidade Água Paba, município de Natuba; ação sequenciada que já circulou por diversas instituições pelo Estado da Paraíba além de diversos eventos sociais acontecidos em estados da Federação. “A gente tem um trabalho de extensão com a UFCG desde 2002 em que a UFCG tem dado assessoria pra gente com um trabalho com se iniciou com o professor Edgard Malagodi, outros professores, hoje temos muitos trabalhos científicos produzidos sobre os atingidos, tem até tese de doutorado, um trabalho recente feito foi sobre a o Canal Acauã Araçagi fazendo entender a quem realmente vai servir esse Canal”, explica acrescentando que o trabalho é uma ação do poeta Cícero Ferreira dos Santos

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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