Acesso à terra, extensão presente e organização de classe geram produção do algodão em Reassentamento no Agreste paraibano

Comunidades vítimas da construção da Barragem de Acauã, no Agreste paraibano, com entreves acentuados há anos, iniciam uma nova realidade a partir da conquista da terra por parte do governo paraibano, e atualmente com o início das dinâmicas de produção na nova área rural denominada de ‘Reassentamento Águas de Acauã’, no município de Itatuba.

Após anos de constantes embates por parte das comunidades organizadas através do MAB, Movimento dos Atingidos por Barragens, junto aos governos e órgãos responsáveis, as comunidades conseguiram a compra de uma propriedade rural que está em fase de instalação e construção de moradias, mas já se organizaram e deram início ao processo de produção de alimentos e culturas de complemento de renda com a inclusão do algodão nas dinâmicas da Agroecologia. “A gente não está ainda morando no reassentamento, a terra foi comprada, o governo está construindo as casas, está sendo feito uma adutora, vai ter calçamento, galpão, vai ter escola e enquanto não apronta, e diante do fato de termos conseguido a terra, a gente já foi plantando culturas alimentares na diversidade da agricultura familiar e, em seguida, o extensionsta Paulo Emílio nos fez ver que dava pra gente plantar a cultura do algodão branco agroecológico, tivemos as dificuldades iniciais, mas depois a ideia foi avançando e iniciamos a empreitada”, explica o coordenador do MAB, Osvaldo Bernardo da Silva, tratando detalhes dos desafios iniciais para a convivência com os insetos nas culturas e justificou que hoje são 11 famílias produzindo o algodão, em 12 hectares, com perspectiva de produzir quantidade superior a dez toneladas do produto com venda antecipadamente garantida à empresa Santa Luzia Rede e Decorações.

A colheita do produto teve início na última terça-feira(12) com presença de famílias de diversas outras comunidades interessadas em conhecer mais sobre o novo momento para trabalhar a cultura na nova modalidade e, conforme Osvaldo, o desafio foi sem precedentes, mas objetivou criar referências para o safra agrícola 2024. “O que se espera com os recursos é que se compre equipamentos pra continuar a cultura do algodão com mais intensidade para o próximo ano, porque esse ano a gente trabalhou de forma muito sofrida e arcaico, utilizamos cultivador, plantando manualmente com enxada e pouca experiência, pegando cavalo e burro de tração emprestado com um e outro, mas foi um desafio que já deu certo”, comemora Osvaldo ao dialogar com Stúdio Rural.

“Posso afirmar que o Assentamento Águas de Acauã contabiliza verdadeira conquista e vitória, mais de vinte anos de espera pela conquista dessa terra em que eles já passam a produzir mesmo sem está pronto a agrovila que ainda está com as casas em construção com previsão de término completo das estruturações para o final de 2024. Mas já estão produzindo esse ano, com todo o apoio do Governo do Estado a gente está implantando lá e colhendo esses frutos do algodão branco consorciado, já colheram milho, feijão, jerimum e estão começando a colheita do algodão que deu uma produção muito boa e eles estão muito felizes”, explica o gerente do Regional da Empaer Itabaiana, Paulo Emilio Carneiro de Souza, explicando que as famílias poderão fazer importantes empreendimentos sustentáveis já que contam com uma área produtiva de 150 hectares de um total de 330 hectares.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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