Maior São João do Mundo ganha modelo de vestimenta estampada com a arte da xilogravura

“Eu nunca parei de produzir, eu estou sempre atento às questões que envolvem o meu trabalho em artes plásticas, em poesia, em tudo que eu faço, e essa é mais uma aventura criativa também, eu estou trazendo aqui as minhas gravuras, as minhas xilogravuras, os meus rabiscos também pra estampar o corpo das pessoas, pra que as pessoas levem o meu trabalho também associado ao seu dia a dia, ao seu cotidiano, ao forró de Campina Grande pra quando estiver lá pelo Parque do Povo está com o meu trabalho estampado no corpo”, explica o artista plástico e poeta cordelista Josafá de Orós, ao dialogar com Stúdio Rural, justificando que o conjunto da arte, em quatro modelos, se encontra no chalé 42 da Vila do Artesão, de forma exclusiva, associado ao conjunto amplo e histórico produzido por aquele renomado. “A gente tem esses quatro modelos, únicos e exclusivos, trazendo essa arte maravilhosa que é a arte da xilogravura, uma arte de origem chinesa, do nome grego e de apropriação nordestina, então vem de longe, mas está dentro de nós”, reforça.

Orós explica tratar-se de uma linha voltada para todo um público já que na arte está contido o conjunto dos elementos por ele pesquisados. “Em uma das camisas, por exemplo, eu apresento o que eu chamo de ofício em dias de extinção, a exemplo: a mulher rendeira, o folheteiro, o xilógrafo, o amolador de facas, o dentista prático, o vendedor de pirulito, o luthier, a pessoa pilando o milho, são todos ofícios que estão vias de extinção, e a própria antropologia ou estudiosos da área não têm como registrar, pelo menos registrar isso pra que fique na história dos nossos fazeres, dos nossos ofícios”, justifica lembrando que o pública entra arte e artista no Chalé 42 daquela praça da arte campinense.

“A gravura ou a arte tem também essa capacidade de provocar outras coisas que as pessoas, sem se darem conta, são imediatamente sensibilizados pela imagem, pela plástica, pelos elementos que têm a ver com a história e a antropologia das imagens, então é muito comum pessoas que têm uma outra leitura mais cultural da realidade, que tem uma empatia muito mais forte, muito mais orgânica até e é isso que a gente tem visto. E não é só Campina Grande, é Paraíba, é Nordeste, tem também uma dimensão fora do Brasil”.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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