No Notícias Agrícolas: Professora explica ações da UFCG Sumé para o desenvolvimento a partir do Cariri paraibano

Participando do Programa Notícias Agrícolas da Rádio Stúdio Rural com a meta de discutir uma diversidade de ações desenvolvidas dentro da

Semana Nacional do Meio, comemorado neste ano de 01 a 07 de junho, e ao mesmo tempo evidenciar o importante papel do CDSA, Centro de Desenvolvimento do Semiárido, da UFCG Sumé, a coordenadora do Centro de Desenvolvimento do Semiárido da UFCG (CDSA/UFCG), professora Alecksandra Vieira de Lacerda, faz verdadeiro balanço da importância daquele Centro para a região semiárida, em especial para o Território do Cariri Ocidental paraibano e o Território do Sertão do Pajeú pernambucano.

“Nós estamos lutando pela causa ambiental, então a gente comemora nessa semana a Semana Nacional do Meio Ambiente 2026, mas é uma luta que se faz dia a dia, e nós estamos executando isso com muita seriedade, muito amor, muito compromisso, e, nesse tocante em específico, nós fizemos uma ação muito importante durante essa semana, mais especificamente no dia 03 de junho que foi uma ação em comemoração a essa Semana Nacional do Meio Ambiente. E nós realizamos uma ação bem inovadora que foi um evento técnico-científico numa área experimental reservada para estudos de restauração de ecossistemas Ciliar Degradado de Caatinga, então nós levamos todas as pessoas num contexto regional, mobilizamos, sensibilizamos essas pessoas e fomos para o sítio, mostramos na prática essa relação de monitoramento ecológico de longa duração em uma área degradada pra mostrar aos visitantes que hoje é muito rápido você fazer degradação”, explica Alecksandra ao iniciar diálogo com o público ouvinte Rádio Notícias Agrícolas.

Alecksandra explicou que em uma ou duas horas é possível o ser humano degradar diversos hectares, mas para o processo de recuperação tudo é sempre muito demorado. “Então nós tivemos a intenção de levar as pessoas pra conhecer in loco quais são as metodologias que a gente executa pra fazer esse recaatingamento e aí durante os turnos da manhã e da tarde nós tivemos exposição de material biológico da diversidade da caatinga, tivemos uma oficina técnica sobre o papel funcional de abelhas nativas, porque nós estamos perdendo componentes biológicos importantíssimos como as abelhas que fazem um serviço essencial que é a polinização que contribui para a recuperação de áreas degradadas”, explica aquela educadora acrescentando que também foi feito distribuição de mudas de espécies nativas, dentre outras, e que os projetos e ações contam com parcerias diversas como o governo paraibano e diversas prefeituras da região.

A universidade, conforme Alecksandra, tem mudado a vida das pessoas e dos municípios da região na perspectiva de criar condições de resiliência diante das mudanças climáticas. “Hoje nós estamos nessa escala de trabalho permanente que envolve eixos de proteção e conservação, mas também a parte de recaatingamento e, dentro do nosso laboratório, nós temos infraestrutura em que estamos fazendo monitoramento de longa duração da dinâmica caatinga exatamente pra colaborar nessa escala macro que é discutir a mudança climática”, explica enaltecendo as parcerias construídas com diversas prefeituras da região que têm fortalecido as ações a exemplo do programa de distribuição de mudas nativas em número cerca de 70 mil anualmente.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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