Componente do Cariri Oriental defende discussão no legislativo e executivo para inclusão dos Colegiados Territoriais na execução das políticas

Representações dos Colegiados Territoriais do estado da Paraíba promoveram o primeiro encontro deste segundo semestre 2026, na cidade de Barra de Santa Rosa, para continuar o processo de discussões ao fortalecimento do desenvolvimento territorial nas bases municipais compostas pelos quinze Territórios de Desenvolvimento Rural Sustentável que compõe-se dos 223 municípios paraibanos.

Um dos temas em evidência no evento foi a importância da construção de uma ampla discussão em todo o estado junto a Assembleia Legislativo e ao governo paraibano para estabelecer, em Lei, o processo de inclusão participativa dos territórios no apontamento e na construção das políticas públicas das diversas secretarias do governo além de participação junto aos recursos financeiros, via Emendas Parlamentares, junto a Assembleia Legislativa.

Ao dialogar com Stúdio Rural, o componente da coordenação do Território Rural do Cariri Oriental, Paulo Medeiros Barreto, disse acreditar que a política verdadeiramente acertada é aquela que escuta as instâncias da sociedade civil, debatendo o melhor investimento, qual ação ou tecnologia e aonde essas podem e devem ser executadas. “Eu defendo muito isso na questão das políticas passarem pela direção territorial porque a gente precisa saber aonde cada município vai receber e o que ele precisa receber, não adianta trazer equipamento para o município que não vá ter utilidade, então a gente do território vai poder identificar, poder contribuir com o governo pra poder investir com mais segurança, mais qualidade, com mais aproveitamento da política. Se o governo está proporcionando equipamentos para a agricultura familiar, pra incentivar e ajudar a agricultora familiar, então eu defendo que passe pela instância do território pra poder a gente discutir o que é que cada território precisa”, explica Medeiros Barreto, ao dialogar com Stúdio Rural, se somando a pauta que foi amplamente debatida no encontro.

“Aqui, Everaldo trouxe um exemplo do Território do Curimataú, cada município tem um aspecto diferente na sua produção, um que tem pecuária, outro sisal, outro fruticultura, outro com o minério, então é um território bem diferenciado, já o nosso Cariri Oriental é mais voltado a pecuária leiteira, a plantação pra produção de silagem, do queijo, da fabricação do queijo, então tem diferenças, de forma que quando o governo ou a secretaria pensa isoladamente vai priorizar equipamentos que as vezes vai ficar ocioso no município ou no território”, justifica Medeiros Barreto evidenciando que o debate territorial pode definir, com clareza, qual melhor equipamento é apropriado para cada área e ou município no território.

Conforme Medeiros, os colegiados territoriais estão preparados para empreender debate junto ao governo paraibano e a Assembleia Legislativa no sentido de estabelecer, em Lei, formas de democratizar o processo de investimento para o fortalecimento da agricultura familiar nos 15 territórios paraibanos. “Se a gente puder amarrar isso, se tiver abertura dentro do governo e dos parlamentares, isso será bom pra todas as partes: para o governo, para o parlamentar que vai estar destinando a sua emenda e vai estar sabendo aonde está sendo investido e no que está investindo, onde ele vai acompanhar dentro da região dele aquele equipamento que foi, e a gente vai poder destinar para aquela entidade o equipamento que vai servir de forma direta aquela comunidade. É diferente, vai ser mais dinâmico, vai ser mais proveitoso, e, certamente, vai atender muito melhor aos agricultores da Paraíba”, reforça Paulo.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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