Pesquisador da Embrapa evidencia importância da construção participativa do conhecimento na agricultura familiar
O crescimento real da agricultura familiar neste contexto de articulação no semiárido está relacionado ao processo de resistência e construção das famílias agricultoras e suas entidades na consciência de semiárido, consciência que proporciona um olhar focado no presente, no passado e também no futuro com a visão de sustentabilidade o que faz com que lute sempre pela preservação de sua história, de seus valores e de sua cultura como é o caso de apostar numa educação contextualizada e o processo de preservação de suas sementes crioulas, sementes da resistência, sementes da paixão.
A opinião é do pesquisador da Embrapa Algodão Campina Grande, Marenilson Batista da Silva, participante do ‘Seminário sobre pesquisas e gestão dos bancos de sementes comunitários da Borborema’ que aconteceu durante a última terça e quarta-feira, dias 04 e 05 de abril, na cidade de Campina Grande e que contou com participação de pesquisadores da Embrapa Algodão, Embrapa Tabuleiros Costeiros e dezenas de famílias agricultoras gestoras de bancos de sementes da Borborema e do Cariri e Agreste paraibanos, através de suas entidades representativas.
Entrevistado por Stúdio Rural, Marenilson faz um balanço sobre o conjunto de trabalhos de pesquisas e sistematização dos conhecimentos integrados da agricultura familiar em parceira com as entidades de pesquisa daquela empresa brasileira e em sintonia com as entidades da Articulação do Semiárido Paraibano. “É um seminário que discute a pesquisa, que discute a construção participativa do conhecimento que deve ser construído de forma coletiva e participativa, por isso que a presença da Embrapa nesse local representa esse ajuntamento de conhecimento e mostra que a Embrapa está a disposição e pode, junto, construir todo esse processo de melhorias dentro da agricultura familiar. A presença da Embrapa está em seu núcleo de agroecologia fazendo com que tenhamos esse espaço privilegiado para a construção do conhecimento agroecológico, conhecimento com sustentabilidade e com uma pesquisa voltada para a realidade local”, explica Batista ao dialogar com Stúdio Rural durante ampla entrevista que será trabalhada no Programa Esperança no Campo e Programa Domingo Rural deste final de semana.
Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural
Foto: Arquivo




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