Técnico da Emater anuncia interesse em comprar 3 mil mudas de mandacaru para multiplicação em Santa Cecília
Destacado por ser um município com uma forte bacia leiteira da bovinocultura e por ter sido atingido pelo ataque da Cochonilha do Carmim, agricultores pecuaristas do município de Santa Cecília, no Agreste paraibano, estão iniciando um trabalho de plantio e multiplicação do mandacaru(cardeiro) no entendimento de que se trata de cultura alternativa para somar no fortalecimento da pecuária municipal.
Entrevistado no Programa Domingo Rural e Programa Esperança no Campo deste final de semana, o assessor técnico da Emater Paraíba, escritório daquela municipalidade, Ailton Francisco dos Santos, explicou que com a chegada da nova praga, as famílias agricultoras estão intensificando o trabalho de plantio e multiplicação do mandacaru(cardeiro), especialmente sem espinho, mas já enfrentam um entrave marcado pela falta de mudas para o plantio. “Nós estamos a procura de alternativas de alimentos para o rebanho já que temos uma produção diária de leite de cerda de 5 mil litros, com a cochonilha acabando com a palma e ainda com a resistência dos agricultores em plantar a palma resistente é que estamos buscando alternativas e uma alternativa interessante é o cardeiro mandacaru sem espinho que é um nativo nosso que tem mais de 11% de proteína, se adapta muito bem a região e é uma excelente fonte de alimento para os animais”, explica Ailton ao dialogar com nosso público ouvinte Domingo Rural e Esperança no Campo.
Aquele assessor disse que a oferta de cardeiro está em falta, explicou tratar-se de uma cultura valorizada e que a extensão rural já vem fazendo um trabalho para que as famílias pecuaristas percebam que ter cardeiro é ter possibilidade de ter dinheiro a exemplo do que acontece com aquelas famílias que vivem de plantar palma forrageira. “Cabe a gente da assistência técnica e da pesquisa divulgar porque o mandacaru sem espinho é muito fácil de manusear, como cultura é muito semelhante a cultura da palma e é um alimento de fonte proteica extraordinária, então cabe a gente fazer essa divulgação, cabe ao agricultor aceitar essa sugestão e em Santa Cecília já é uma aceitação muito grande, é tanto que a gente está querendo mudas pra fazer a multiplicação e a quantidade de cardeiro ainda é pequena, o pessoal está querendo em torno de 3 mil mudas e, infelizmente, não temos ainda essa quantidade toda”, explica Ailton garantindo que quem tiver cardeiro para a venda entre em contato. “O cardeiro tem valor mesmo que a palma e ainda vai ser mais valioso porque, pelo que a gente andou pesquisando no mercado, está em torno de R$ 1,00 a muda de cardeiro sem espinho e a raquete da palma resistente está ao preço de 25 centavos”, explica e comemora argumentando que a muda da planta deve ser cortada no tamanho de 30 centímetros, devendo o agricultor seguir os padrões de preparo do solo e práticas culturais semelhante ao que se trabalha no cultivo das palmas forrageiras em geral.
Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural




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