Agregação ao leite e a arte da poesia faz a diferença para agricultora no município da Prata/PB

Sequenciar o processo produtivo da agricultura e da pecuária de seus pais e avós no município da Prata, Cariri Ocidental paraibano, nos tempos atuais, aliando a arte da poesia que fala das dinâmicas no novo tempo, que se soma aos agregados valores ao leite caprino e bovino e a busca dos mercados em novos espaços são estratégias trabalhadas pela agricultora Lara Bezerra Moura Nunes, empreendedora e residente no Sítio São Francisco, zona rural daquela municipalidade.

Participante da XII Expoprata 2026, que aconteceu de 26 a 30 de agosto último, Lara é entrevistada do Programa Notícias Agrícolas falando sobre a forma empreendedora que ela desempenha no sistema produtivo dos rebanhos, na agroindustrialização dos produtos, na busca dos mercados e garante ser uma verdadeira arte suceder as atividades desempenhadas por seus ancestrais sucedendo, igualmente, a arte da poesia e da música como tradicionais valores vivenciados pelas gerações que lhe antecede e que lhe fortalece para produzir as Delícias do Leite com a marca Delêite de Lara. “A ideia do Delêite de Lara surgiu da vontade de voltar pra o sertão, de estar aqui no Cariri paraibano da gente, de pensar que eu gosto tanto da paz que tem esse lugar, dos costumes do povo, das estórias antigas e das novas que os filhos dos povos antigos já estão trazendo a cultura antiga e deixando tudo novo, e as coisas estão se renovando, mas eu acredito muito que esse mundo é um mundo ainda muito guardado, que a gente tem muita preciosidade viva no dia a dia com coisas que acontecem tão despretensiosamente já que a vida daqui é poética, é poesia, a gente escuta a poesia da hora que a gente se acorda até a hora que a gente vai se deitar, se quiser botar os ouvidos nos terreiros você escuta coisas diferentes que nas cidades grandes não tem, então essa vida daqui me inspira e o Delêite de Lara surgiu da vontade de ficar aqui e de construir algo em que eu pudesse deixar no mundo a visão de que essas terras são abundantes, de que aqui tem fartura, aqui tem beleza, aqui tem do que viver e ainda tem mais pra gente abrir caminho pra muitos outros também serem grandes, aqui é terra de gente grande”, explica Lara ao dialogar com Stúdio Rural.

Orgulhosamente, Lara evidenciou a arte da poesia trabalhada pelos seus pais e avós representados pela família Cazuza Moura Nunes e garante que a vida com a verdadeira arte tem mais vida, tem mais sentido. “Eu sou filha, neta, bisneta, tataraneta, prima irmã de poetas na minha linhagem, também neta, bisneta, tataraneta de doceiras, a minha linhagem se mistura assim: poesia, fogão de lenha, tudo isso, o São Francisco é terra de meus avós; Zé de Cazuza, Duca Moura, Zé de Cazuza que é um poeta popular patrimônio vivo da história da poesia, ele tem 96 anos a ainda tem a competência e a ousadia de passar um dia todinho dizendo poesias sem repetir uma, é um grande astro” comemora Lara Moura Nunes.

Lara garante que ser neta de Zé de Cazuza lhe faz sentir parte da natureza do ambiente. “Faz eu me sentir honrada, faz eu me sentir querida por Deus por ser neta de Zé de Cazuza, vovô quando ele diz poesia o meu espírito se renova, eu nem consigo imaginar o mundo sem vovô, vai ser muito esquisito porque ele é uma pessoa que sempre traz novidades”, reforça sequenciando e encerrando o diálogo a base de aboios, poesias e toadas.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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