Agricultor detalha produção orgânica do tomate ao uso zero de produtos venenosos
A produção do tomate é tida como uma das atividades que mais utiliza veneno que vai da semente, plantio até a retirada do produto ao ser destinada ao mercado consumidor.
O desafio está superado porque famílias agricultoras de municípios da região Araripe pernambucano que estão produzindo o tomate de forma orgânica nas experiências dos sistemas agroalimentares na cadeia produtiva que recebe acompanhamento e certificação participativa junto ao Ministério da Agricultura.
Uma das experiências trabalhadas no Stúdio Rural, Programa Domingo Rural e Jornal Bom Dia Notícia e Jornal Independente da Rádio IND FM 107,7 de Serra Branca, Cariri Ocidental paraibano, da última quarta-feira(15), trata da vivência do agricultor familiar, Francisco Barbosa Rodrigues de Lima, Nêgo, residente no sítio Tigre de Exu, Araripe pernambucano, compartilhando informações claras de como produzir toda uma linha de produtos, dentre os quais o tomate orgânico. “Olha meu amigo Tavares e ouvintes, a gente trabalha hoje não só aqui no Araripe, em todo o semiárido nordestino nós temos o plantio do algodão agroecológico em consórcio, o qual eu faço parte, sou multiplicador aqui no Núcleo Bridja, em Exu, então a gente tem a OPAC, a Ecoararipe que é a nossa associação e, através dela, num convênio com o Ministério da Agricultura, hoje nosso agricultor que planta o algodão agroecológico está produzindo de tudo orgânico”, explica Nêgo evidenciando a diversidade de culturas nas unidades produtivas e detalhando o conjunto de encontros, intercâmbios e compartilhamentos de experiências que proporcionaram produzir também o tomate.
Nêgo foi direto ao assunto e garante que, utilizando o mesmo preparo de solo próprio para as dinâmicas agroecológicas, basta implementar o ‘Cravo de Defunto no consórcio’ e o resultado será ter o tomate com a pureza que a natureza proporcionaria ao natural. “Nem defensivo natural a gente está usando, é só o cheiro da planta que tem o cheiro forte repelente para os insetos”, explica aquela agricultor ao nosso público ouvinte garantindo não ter quaisquer ataques por parte dos insetos. “Não tem ataque dos insetos, ela é limpa, ela é pura, ela é orgânica, até o substrato que a gente faz é de forma natural”, explica dizendo que o uso de esterco tem sido sempre limitado por ser um produto bem difícil na agricultura familiar.
Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural




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