Agricultores e entidades do Pólo comemoram ano de experimentações tecnológicas e farta produção na Borborema

Uma verdadeira festa junina animada ao som de grupos genuinamente de forro tradicional sonorizado ao som da sanfona, zabumba e triângulo relembrando músicas de um passado distante associado ás novas composições e acompanhados com a culinárias de pratos tradicionais de canjica, pamonha, milho assado dentre outros deliciosos pratos além da tradicional fogueira que serviu para iluminar a noite festiva da região transitória de Brejo, Agreste e Curimataú paraibano, assim caracterizou-se as atividades comemorativas das entidades do Pólo Sindical e das Organizações da Agricultura Familiar da Borborema, em festival que aconteceu na última quarta-feira, 22 de junho, na sede da AS-PTA situada na comunidade São Miguel, distrito de Esperança.

Participaram representações do Pólo da Borborema, componentes de associações de agricultores e sindicatos de trabalhadores, assessores da AS-PTA, do Patac, agricultores e agricultoras que fizeram a festa durante toda a tarde noite daquela quarta-feira junina. “Acho que é um momento de confraternização, de expressar a cultura nordestina regional e a do Pólo num momento de confraternização que junta agricultores, assessores, organizações parcerias nossas como Heif, Patac, representações da ASA Paraíba então acho que é um momento importante pra fazer essa confraternização onde a gente constrói um projeto de desenvolvimento para a agricultura na região da Borborema e ao mesmo tempo também resgata a cultura e um bom momento de se divertir, de se confraternizar”, comenta o assessor da AS-PTA, Manoel Roberval, ao dialogar com Stúdio Rural.

Roberval lembrou que esse ano é um ano bastante rico da produção da produção e produtividade em toda a região da Borborema com bastante fartura tanto para a alimentação humana e animal que associadas ás práticas de convivência tende a ter importante suporte no processo de convivência com a realidade semiárida regional, citando como exemplo o trabalho que vem sendo feito com bancos de sementes e com todo o processo de construção de ração para os animais como fenos e silagens em geral. “A gente está confraternizando justamente isso, o que a gente está trabalhando e construindo para a convivência com o semiárido. Eu acho que todas as ações que a gente trabalha de resgate das sementes da paixão, manejo e recursos da água, valorização das infra-estruturas hídricas em que os agricultores possam fazer a gestão isso é fundamental para que a gente possa estar sempre comemorando, então você comemora não só o São João, comemora as mudanças de qualidade de vida e segurança alimentar e do padrão de consciência das famílias agricultoras da região”, explica Roberval em entrevista concedida a Stúdio Rural.

Nelson Ferreira dos Santos é componente do Pólo Sindical da Borborema e diretor do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Lagoa Seca, conversou com Stúdio Rural e disse que trata-se de um momento importante em que as famílias se confraternizam na perspectiva de que estão criando a região melhor pra se viver a partir do conjunto das ações que são trabalhadas numa lógica de observação e experimentação de ações tecnológicas e descobertas de novas tecnologias adaptáveis ao semiárido. “Com certeza a gente vai entrar 2012 com bagagem, inclusive reservas e com a segurança alimentar assegurada pra nós e também para os animais e um bom investimento que se percebe nesse momento que é esse apoio da natureza juntando água e fazendo reposições significativas para a produção e para a terra e isso reforça nosso trabalho e nosso compromisso”, relata Nelson, acrescentando que o segundo semestre desse ano terá muitos encaminhos com resultados promissores que servirão de suporte na construção das ações do ano de 2012.

Eliete Pereira Bezerra é agricultora experimentadora na comunidade Salgado dos Sousas, município de Solânea, participou das festividades acompanhada do esposo, filhos e netos e garante que a vida organizada oferece melhores condições de convivência com a realidade semiárida de toda a nossa região, afirmando que a festa de confraternização realizada pelas entidades parceiras vem dar mais sentido a todo o trabalho que vem sendo desenvolvido ao longo de quase duas décadas. “Nossa vida mudou 100% porque a gente não sabia como trabalhar, a gente sabia trabalhar, mas só trabalhava errado, a gente se servia na agricultura mas a gente não tinha um modo de trabalhar como a gente trabalha hoje onde aprendemos a guardar água, de prevenir o roçado com as barragens(subterrâneas), as terras não ir embora, a gente agora mudou 100%”, explica a agricultora que tem um conjunto de ações(Clique e leia) que mudou a realidade de decadência da unidade familiar rural. “Hoje temos ocupação para o ano todo, pelo menos temos silagem, porque de primeiro a gente tinha o sisal que a gente trabalhava o inverno e na seca a gente trabalhava no sisal que acabou, o algodão também acabou, mas pelo menos agora temos silagem, tem outros meios de se sobreviver”, finaliza a agricultora.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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