Agricultores trabalham pesquisa participativa com sementes em parceria com entidades do Pólo e oficiais

Agricultores familiares com práticas agroecológicas estão desenvolvendo um trabalho de pesquisa com sementes numa dinâmica participativa entre entidades de agricultores, famílias agricultoras e entidades diversas a exemplo da Embrapa e AS-PTA enquanto assessora de projetos junto as famílias agricultoras no Brejo, Agreste e Curimataú paraibanos.

Diversos campos de pesquisa e de multiplicação de sementes estão em andamento pelas entidades parceiras objetivando fazer um comparativo do desempenho de diversas variedades dos agricultores e das que são distribuídas pelo programa de sementes do governo federal.

Emanoel Dias é assessor da AS-PTA e, ao participar do Programa Domingo Rural deste domingo(28/08) falou sobre o trabalho que vem sendo desenvolvido e sobre três dias de campo que acontecerão no decorrer do mês de setembro. “Hoje nós percebemos que já é um avanço substancial essa aproximação do saber do agricultor, a vivência e convivência com o semiárido como também com a pesquisa que é mias acadêmica, então essa relação que vem sendo construída com a Embrapa Tabuleiros Costeiros e os agricultores aqui na dinâmica do Pólo da Borborema e também a própria ASA Paraíba ela vem trazendo bons resultados, resultados na perspectiva em que a gente vem constatando e conduzindo um trabalho que vem mostrando que as sementes dos agricultores, as sementes crioulas elas tão resistentes, tão adaptadas, tão com a capacidade produtiva do que as sementes que são distribuídas pelos governos e o mais importante ainda é saber que essas variedades elas têm comportamento diferente de acordo com o micro-clima, então quando você multiplica variedades de milho lá em Casserengue, depois vem multiplicar variedades de milhos aqui em Alagoa Nova, apesar do micro-clima ser diferente, você percebe o comportamento diferente. Então milho com potencial de biomassa mais elevado, outros com produção mais baixa, outro com milho mais rápido, outro mais propício com a questão de pragas, outro milho de um ciclo mais elevado de ciclo mais tardio, que isso é muito importante sobretudo na perspectiva de que nós temos uma realidade onde no período de seca temos que ter variedades que sejam mais resistentes a essa condição e então esse conjunto todo vem se materializando neste primeiro semestre de forma muito participativa com os agricultores com diversas reuniões municipais e regionais de imp0lantação desses campos, desses ensaios de acompanhamento, de visita e tudo mais”, explica dizendo que neste mês de setembro está se iniciando todo um trabalho de quantificação de resultados em laboratórios fazendo análises das variedades para que a agricultura e parceiras possam ter resultados favoráveis para a realidade local conforme proposta coletiva de pesquisa.

Emanoel informou que o projeto em curso é financiado pelo CNPq aprovado numa parceria ASA com a Embrapa e que no ano passado se iniciou um trabalho em todo o estado onde se planejou a elaboração de quatro campos de multiplicação e quatro ensaios comparativos. “Aqui na Borborema em 2011, só na Borborema nós estamos com oito campos de multiplicação e três ensaios comparativos de variedades, então houve um impulso considerável e que isso pra gente e fundamental porque a talvez a pesquisa ela vai nos dar resultado pra gente dialogar com as políticas públicas, mas ao mesmo tempo ela está fazendo com que os agricultores repensem o formato de produção de sementes no seu roçado. Então na hora que essa pesquisa observou o espaço lá pra trabalhar a questão da seleção massal favoreceu a discussão de que o agricultor começasse a pensar que no seu roçado ele também tenha condições de fazer uma seleção massal a partir da seleção das melhores plantas, melhores espigas, com espigas de melhor formato, as plantas com melhor formato de linha á coloração”.

Dias lembrou que todas as ações vêm fortalecendo trabalhos que vêm sendo desenvolvidos pelo Projeto Agroecologia da Borborema e informou que diversos encontros e atividades de avaliação acontecerão durante o mês de setembro a exemplo de uma unidade de pesquisa em campo no município de Casserengue, outro em Matinhas e um terceiro em Remígio que receberão agricultores familiares de municípios diversos do Brejo, Curimataú e Agreste.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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