Agricultura Familiar paraibana ocupa auditório da Conab, em reunião, reivindicando ações ao desenvolvimento produtivo
Representações da agricultura familiar de todo o Estado da Paraíba se reuniram na manhã desta segunda-feira, 07 de agosto, na sede da Conab, em João Pessoa, motivados pela busca de entendimento de quais políticas e recursos a Companhia tem para o fortalecimento da agropecuária familiar em todo o Estado e motivando pelo lançamento de edital de licitação do PAA que contemplou alguns segmentos em detrimento de uma maioria de arranjos produtivos.
Na abertura do evento, a superintendente da entidade na Paraíba, Kelly Ramalho Freire, falou sobre recursos e entraves de orçamentos destinados ao trabalho a ser executado junto a agricultura do todo o Estado. “A gente recebeu mais de um milhão de propostas do PAA, só que aqui na Conab a gente só tinha R$ 230 milhões de orçamento, então a gente não conseguiu atender todos nesse primeiro orçamento, falando um pouco da Paraíba a gente recebeu mais de 57 milhões de propostas o que a diretoria nos passou foi que o presidente deixou claro que ele queria primeiro executar esse primeiro orçamento que tinha pra depois ir liberando mais, eu falei com o diretor e a diretoria já está em contato com o MDS, com o MDA e com o Ministério do Planejamento pra obter quinhentos milhões pra colocar em aporte financeiro para o PAA, então agora a gente não vai conseguir atender toda a proposta dos quase 1,1 milhão, mas já daria mais um fôlego, nos foi passado da diretoria que o governo vai liberando, a gente vai executando e eles vão liberando mais, foi por isso que a gente está correndo atrás de empenhar em relação a projetos que foram bloqueados” inicia Kelly afirmando que critérios atualizados e pontuações para a escolha de contemplados seriam anunciados pela Conab até o final desta segunda-feira que até então vem priorizando pescadores, indígenas, quilombolas e ribeirinhos, práticas que deixaram diversos organizações proponentes da agricultura familiar de fora da contemplação nas compras institucionais, argumento que provocou a diversidade de opiniões na assembleia.
Dialogando com o público ouvinte Stúdio Rural, o coordenador do Planes-PB, Adelaido de Araújo Pereira, explicou que o que motivou a reunião foi o critério no processo de escolha por parte da Conab de entidades e ou segmentos a vender produtos alimentícios da agricultura familiar que deixou outros muitos segmentos de fora. “Esperamos que os próximos editais não sejam desta forma que ocorreu este, que venham recursos condizentes com a demanda produção e poder de compra e renda do estado da Paraíba e que a classe produtora da agricultura familiar que possam ser atendidos e que o edital não tenha critérios privilegiando alguns, ou seja, que sejam igualitários pra todos”, explica Adelaido justificando que outras reuniões serão chamadas se essas reivindicações não sejam atendidas.
Em entrevista no Programa Notícias Agrícolas, a componente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra(MST) no estado da Paraíba, Diley Aparecida, justificou ter havido uma insatisfação em relação a licitação dos projetos do PAA e garante que o público da reforma agrária foi excluído do atual edital da Companhia. “Porque todo o público da reforma agrária foi excluído desse primeiro edital não comtemplando esse segmento que está há sete anos sem política pública, estávamos felizes com esse PAA, porém não fomos contemplados nessa chamada pública, vimos que tem alguns entraves nesse processo de pontuação, não estamos aqui pra discutirmos que somos melhores que os pescadores, que somos melhores que os quilombolas, nós queremos pé de igualdade”, explica aquela coordenadora ao iniciar diálogo com nosso público Stúdio Rural.
Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural




Enviando...
Deixe seu comentário