Agroecologia na Borborema implanta campos integrados de palma e fogões ecológicos

Como forma de agregar valor na agricultura familiar agroecológica do Compartimento da Borborema com a diversidade estruturante no processo de produção é que as entidades do Pólo da Borborema estão lançando uma nova tecnologia que proporcione as condições de manutenção das famílias na atividade camponesa de forma economicamente viável e ecologicamente correta. Trata-se da implantação de fogões ecológicos que inicialmente estão sendo implantados em 20 unidades familiares rurais integradas com as diversas ações já implementadas pelas entidades com o assessoramento da AS-PTA.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Segundo o assessor técnico da AS-PTA junto as entidades e comunidades de agricultores, agr FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?; AR-SA mso-bidi-language: PT-BR; mso-ansi-language: EN-US; mso-fareast-language: Calibri; mso-fareast-font-family: 10pt; FONT-FAMILY: 115%;>ônomo Emanoel Dias(foto), o trabalho está sendo possível graças ao patrocínio da Petrobrás através do Programa Projeto Petrobrás Ambiental e faz parte de um processo de mobilização e capacitações acerca da importância da nova tecnologia e sua eficácia na agricultura familiar já que fará uma ampla economia de lenha para cozinhar os alimentos. “O fogão ecoeficiente é uma experiência nova aqui para a região da Borborema, na verdade é uma das ações do projeto Agroecologia da Borborema que traz como novidade para fortalecer essa nossa dinâmica. Nós tivemos numa visita de intercâmbio com 30 agricultoras em Afogados da Ingazeira onde a gente conheceu lá essa experiência dos fogões ecológicos, então é uma experiência fantástica, é um fogão que ele tem uma economia de 50% da energia, tem alto-eficiência de energia, é um fogão que não é difícil de ser feito, é fogão fácil onde ele é feito de massa refratária com ferro, tem fácil locomoção de um local pra outro e o mais importante é que é uma coisa que se adéqua a realidade da agricultura familiar porque o costume milenar das famílias é usar o fogão á lenha e é por diversos fins, aí as pessoas dizem que tem um bom sabor na própria alimentação, o próprio uso de lenha na natureza”, explica Dias dizendo que a nova tecnologia trabalha sem os problemas excessivos de fumaças geralmente registrados nos fogões de lenha tradicionais.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Ele informou que a ação o projeto se dará nos 15 municípios que compõem o Pólo da Borborema tendo como critério de beneficiários pessoas que já venham na dinâmica de políticas estruturantes desenvolvidas pela ASA, tenham um maior número de pessoas na família, pessoas que tenham pouca lenha na unidade produtiva, baixa renda dentre outras. “Como a gente está fazendo uma experiência agora, não dá pra gente fazer em todo canto, então nesse semestre agora a gente está implantando 20 ecofogões e a gente priorizou seis municípios da região”, explica Dias exemplificando Queimadas, Remígio, Solânea e Casserengue como um dos pilotos, lembrando que são ações que só são implantadas em unidades com as diversas ações já desenvolvidas no processo de convivência com a realidade do semiárido.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Dias informou que estão sendo desenvolvidos o plantio em 50 campos de palmas consorciadas com culturas tradicionalmente trabalhadas pelas famílias agricultoras, ações associadas á nova dinâmica de plantio de mudas já organizados no Projeto Agroecologia da Borborema. “A palma na proposta que nós estamos implantando aqui na região ela vem trazer dois elementos significativos: o primeiro é a própria melhoria da alimentação para os animais, mas a gente está pensando ela numa perspectiva do arredor da casa, próximo das casas naquelas partes do monturo que tem aquela parte com a fertilidade mais interessante e aí o projeto tem uma coisa bem interessante porque na verdade a gente está trabalhando a questão da palma cercada em tela para continuar criando os animais, então você cria ali um sistema interessante de palma, de animais e onde a palma consorciada vai criar todo um conforto térmico para os animais, que ao mesmo tempo naquele espaço vão ajudar na fertilidade também daquela área contribuindo com a palma e a palma volta para os animais ruminantes, então esse é o sistema no qual está sendo trabalhada a palma consorciada”.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Aquele assessor informou que os trabalhos da construção dos viveiros familiares estão em fase de conclusão com a finalidade de produzir mudas para o processo de recuperação de áreas em desequilíbrio ambiental e também o processo de capacitação e formação de boas práticas de convivência em viveiros de mudas a exemplo da semeadura, como trabalhar as diversas variedades de sementes de frutíferas e árvores diversas utilizadas na agricultura familiar local, uso dos substratos nas proporções adequadas para cada tipo de planta e conforme os produtos existentes em cada unidade rural, repicagem, transplantio, podas de raizes dentre outras técnicas e ações.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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