Após denúncia de desabastecimento do Leite da Paraíba governador promete cobrar reajuste
O governador Cássio Cunha Lima informou na última segunda-feira (4), no Programa Boa Tarde Paraíba, que está se mobilizando para obter do governo federal o reajuste no preço do litro de leite pago ao pequeno produtor, cadastrado no Programa Leite da Paraíba.
A problemática evidenciou-se depois que o Stúdio Rural entrevistou diversas lideranças do segmento que acreditam no desabastecimento do Programa governamental já que o mercado formal está pagando R$ 0,75 centavos num prazo de sete dias contra apenas R$ 0,70 centavos do governo com pagamento que ultrapassa até vinte dias.
Com o título Programa Leite da Paraíba corre risco de desabastecimento em razão dos baixos preços pagos pelo governo, Stúdio Rural evidenciou a realidade no último dia 21 de julho quando entrevistou o presidente da Associação dos Produtores de leite do município de Soledade, André Clementino Augusto de Sales, que informou ser preocupante a realidade por que passa o programa e as perspectivas para os produtores que têm no programa, importante alternativa de geração de ocupação e renda. É muito difícil manter no programa como as coisas estão sendo hoje, quando começou um litro de gasolina era R$ 1,15 reais a R$ 1,20, hoje está por R$ 2 reais e pouco, um saco de soja era R$ 18,00, hoje está por R$ 52,00, o saco de torta que até o ano passado era R$ 22,00 hoje está por R$ 38,00 e o preço de leite continua os mesmos R$ 70 centavos, argumentou a liderança ao contatar com Stúdio Rural e falar aos ouvintes do Programa Esperança no Campo e Programa Domingo Rural em Rede.
Outro entrevistado pela equipe Stúdio Rural foi o agricultor familiar e pecuarista, Antônio Pereira, residente na comunidade Campo de Emas, município de Caturité, bacia leiteira do Cariri paraibano que no dia 23 de julho concedeu entrevista a nossa equipe em matéria intitulada Produtor afirma que vender leite ao governo dá prejuízo e saída é procurar mercado formal, momento em que garantiu que a bons tempos os produtores vêm reclamando sem que soluções sejam tomadas, o que tem feito co que eles procurem vender seus produtos a clientes que remunerem dentro de uma relação de economia viável. Está acontecendo, o leite do comércio hoje aqui já está pagando a R$ 0,75 centavos e o leite do governo é R$ 0,70. Pode ficar sem leite a qualquer hora porque já houve encontro dos fornecedores, .., avisa Pereira.
No dia 24 de julho Stúdio Rural conversou com o coordenador do Programa Leite da Paraíba trazendo como título a matéria Coordenador do Leite da Paraíba reconhece que preços baixos colocam em risco o Programa e, durante a entrevista a autoridade confirma o fato e sua preocupação. Isso é verdade, há mais de dois anos que a gente vem lutando junto ao governo federal para que haja um realinhamento de preços, o preço que está sendo praticado hoje, que está sendo pago ao produtor, é o mesmo preço que se pagou no início de 2004 e ao longo desse período houve na verdade um aumento muito considerável nos insumos, basta lembrar que a gente no ano passado comprava um saco de soja por R$ 28,00 a R$ 30,00 reais, hoje ele é R$ 50,00 reais, um saco de milho se comprava por R$ R$ 18,00 ou R$ 20,00 reais e hoje ele é R$ 45,00, um saco de torta você comprava por R$ 22,00 reais hoje é R$ 35,00 isso falando na questão alimentar, mas houve aumento na energia elétrica, houve aumento nos combustíveis, no sal mineral, houve aumento nos filmes que envasam o leite quer dizer: tudo isso veio desgastando a remuneração dos produtores e das usinas e colocando hoje em risco o Programa do Leite.
Já no dia 28 de julho Stúdio Rural traz a matéria Cooperativa constata ausência de fornecedores no Programa Leite da Paraíba em razão dos preços baixos quando entrevista Stúdio Rural conversa com o pecuarista e diretor sócio da Coapecal, Cooperativa Agropecuária do Cariri, Marcelino Trovão de Melo, que fala sobre a realidade atual no que diz respeito a preferência dos produtores em entregar produtos e quando relacionado ao Programa do Leite da Paraíba e o mercado formal. Trovão informou que dentre os cerca de 1.250 associados da empresa cooperada e fornecedores de leite, uma significativa parte já está fazendo opção pelo mercado forma e a razão está diretamente ligada aos preços que no ano de 2004 eram por demais atraentes e que ao passar do tempo e por falta de atualização dos preços deixaram de ser atrativos levando a retirada de inúmeros produtores do programa.
A assessoria governamental informou que a proposta do governador é de que toda a bancada da Paraíba no Congresso se mobilize para cobrar do governo federal o reajuste para o leite e que o governo paraibano está buscando uma alternativa que possa atender a demanda de distribuição e que as famílias cadastradas não sejam prejudicadas.
Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural




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