Asplan denuncia destruição e tumulto por Via Campesina em Fazenda de cana na Paraíba

Integrantes do movimento Via Campesina destruíram anteontem (10) quase 100 hectares de plantação de cana-de-açúcar durante invasão a Fazenda Nossa Senhora de Lourdes, localizada no município de Mari.

A informação foi repassada pela assessoria da Asplan, Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba, News Comunicação, dizendo que “a área é do produtor canavieiro Luís Carlos Teixeira, que apesar de ter obtido na Justiça o “Interdito Proibitório”, ou seja, a garantia legal de que a área está proibida de ser invadida, teve sua propriedade ocupada, sua plantação destruída, além de sofrer os traumas de uma ação deste porte. Atualmente a fazenda está arrendada para fornecedores de cana. A retirada dos invasores já foi determinada pela Justiça”.

News justificou que antes de ser utilizada para o plantio de cana-de-açúcar, a fazenda servia para a criação de gado e empregava várias pessoas e toda terra era usada para o pasto. “Segundo Luís Carlos Teixeira, com o arrendamento da propriedade e o conseqüente cultivo da cana a área passou a empregar 275 trabalhadores o que comprova a geração de emprego e renda da atividade, além da utilização de toda a propriedade”, justifica News.

Ao dialogar com Stúdio Rural, News informou que o presidente Asplan, Raimundo Nonato Siqueira(foto), recebeu a notícia da “invasão” da fazenda paraibana que pertence a um associado da entidade e ainda da estação experimental de Carpina (PE), ocupada por integrantes do Via campesina no mesmo dia, com muita preocupação. “Ele lembra que a invasão da estação experimental de Carpina, mantida pela Universidade Federal Rural de Pernambuco, foi um ato igualmente criminoso, haja vista que naquele local são feitas pesquisas e estudos importantes para o desenvolvimento da cultura canavieira”, relata, acrescentando que Nonato evidenciou os vários projetos em parceria entre a Asplan com a estação pernambucana e que as lideranças ficaram estarrecidas de tomar conhecimento do acontecido no local, uma vez que é público e reconhecido o trabalho desenvolvido pela estação na busca da melhoria genética da cana-de-açúcar, que dá origem as novas variedades que estão sendo adquiridas pelo Governo da Paraíba e distribuída entre pequenos agricultores, inclusive os assentados da reforma agrária.

Nonato disse ser preciso lembrar que o trabalho nas áreas de cultivo de cana-de-açúcar na Paraíba tem um papel social importante já que o setor emprega muita gente sem qualificação, citando dados da Asplan que mostra o resultado do setor canavieiro com produção do álcool e que emprega cerca de 40 mil trabalhadores em épocas de safra e 30 mil na entressafra.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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