Aumento no índice de violência leva entidades do Polo a discutir segurança com comando da Polícia Militar

O aumento do índice de violência no meio rural dos municípios do Compartimento da Borborema fez com que as entidades de agricultores do Polo da Borborema voltassem a se reunir com o Comando da Polícia Militar da Paraíba com sede em Campina Grande, em reunião que aconteceu na manhã da última terça-feira(27/03) e foi evidenciado no Programa Domingo Rural deste domingo(31/03) e Programa Universo Rural da última quarta-feira(27/03).

A reunião aconteceu na manhã da última terça-feira e contou com participação de representante do município de Massaranduba, Lagoa Seca, Esperança, Remígio e Alaga Nova que representaram p movimento do Polo Sindical, momento em que ficou evidenciados queixas que dão contas de que estão de volta as diversas formas de violência no campo por parte de jovens marginais que roubam motos, gado, dentre outros equipamentos e patrimônios, assaltam, arrobam residências e agridem pessoas o que tem feito com que as famílias agredidas saiam do campo para morar na cidade.

Nelson Anacleto Pereira é vereador na cidade de Lagoa Seca e componente do Polo Sindical da Borborema, participou do encontro e ao ser entrevistado por Stúdio Rural admitiu que o movimento tinha sido iniciado no ano de 2012 e não teve continuidade o que fez com que os marginais reagissem em razão da inércia do movimento e diz que agora o movimento vai discutir de forma permanente a questão da segurança como forma da convivência com o semiárido. “Exatamente, houve um melhoramento muito grande na questão desses assaltos na região, principalmente a motos, a residências, mas a preocupação da gente é que nos últimos três, quatro meses pra cá está voltando novamente em todos os municípios e por isso é que acho que ação da polícia tem que ser permanente e a gente volta a insistir: ou se cria um setor de inteligência direcionado ao meio rural ou infelizmente resolve parcialmente, minimiza, mas quando se esquece um pouco a patrulha ou presença constante da polícia na zona rural aí volta de novo os problemas que é o que estamos vendo agora”.

José Roberto Coelho é diretor da Associação dos Moradores da Comunidade Pai Domingos e Adjacências, em Lagoa Seca, e diz que a vida virou um inferno no meio rural em razão da onda de violência no campo e atribui a falta de continuidade por parte dos movimentos em colaborar com as ações da polícia e ao mesmo tempo cobrar ações ágeis dos setores competentes. “A gente está vivendo novamente um novo inferno em nossas vidas porque teve uma parada aí e agora voltou com força e se não bastasse essa onda de explosão á caixa eletrônico está circundando toda a comunidade de Lagoa Seca, inclusive essa noite foi em Lagoa de Roça e com isso a gente fica em pânico porque sabemos que se saímos de casa não temos a certeza se voltamos e se voltamos não temos a certeza de não acharmos nossas casas arrombadas como aconteceu duas vezes lá na comunidade Pai Domingos onde as famílias tiveram que sair pra missa e ao retornar pra suas casas essas estavam arrombadas e levaram quase todos os móveis da casa”, argumenta em forma de lamentação.

Francisco Antonino da Silva, Chiquinho, é agricultor e diretor do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Remígio, participou do encontro e dos Programas Domingo Rural e Universo Rural falando sobre a elevação no índice de violência naquele e em municípios da região, fazendo com que as famílias saiam do campo e passem a morar na cidade. “A questão em Remígio, não só em Remígio como nas cidades circunvizinhas, mas em Remígio a coisa está ficando cada vez pior, recentemente teve casos de estupro, assalto no sítio, também tem acontecido coisas absurdas principalmente com o homem do campo, o pessoal do campo deixando as suas propriedades onde produzem seus alimentos”, explica dizendo que atualmente a água não é mias o principal entrave já que perde espaço para a questão da violência no meio rural.

Ysmar Mota Soares é coronel comandante do 10º Comando da Polícia Militar, em Campina Grande, recepcionou o público em seu gabinete e disse que a proposta de trabalhar a segurança com a participação da sociedade organizada será uma alternativa de operação eficaz e garante que a polícia está cada vez melhor reparada para trabalhar planos de segurança participativa. “Uma vez que o sindicato goza da confiança das pessoas e se o comando passar a gozar da confiança do sindicato e o sindicato coletar essas informações o que não quer dizer que o cidadão não possa vir direto ao comando o que seria uma satisfação em receber qualquer um cidadão aqui no gabinete ou na rua mesmo me parar ou através mesmo de um telefonema o qual deixei o número com cada um dos representantes, mas eu acho que essa parceria ela tem que acontecer, não podemos ficar isolados ou ficar só no reclame quando acontece os fatos, mas é importante que cada um saiba que se ele não denunciar, se ele não informar nenhuma polícia no mundo vai poder agir bem.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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