Bancos de Sementes da Paixão melhoram padrão de vida de famílias em Soledade

Cerca de 25 famílias de agricultores e agricultoras da comunidade Lajedo do Timbaúba, em Soledade, já desenvolvem a prática em Bancos Comunitários de Sementes da Paixão como são conhecidas as sementes dos agricultores componentes do Coletivo Regional do Cariri, Seridó e Curimataú da Paraíba acompanhados pela equipe de técnicos do Patac, entidade vinculada a ASA-PB, Articulação do Semi-árido Paraibano, e que atua junto a diversas famílias de agricultores na região com ações integradas na propriedade a partir de tecnologias apropriadas a região e a realidade das próprias famílias.

Stúdio Rural visitou a experiência das famílias naquela comunidade, dentre as ações, a prática com o Banco Comunitário de Sementes da Paixão, e conversou com o agricultor familiar, José Carlos Cardoso Marinho(foto), responsável pela organização do trabalho junto ás famílias e que fala onde teve início o trabalho naquela comunidade, número de famílias, como é feito para a seleção das sementes ao final de cada safra agrícola, sobre o número de sementes colocadas á disposição do banco dentre outras informações que contribuem de forma direta com os ouvintes sobre como e porque ter um Banco de Sementes. “O Banco de Sementes é importante sim para todos os agricultores, sem um Banco de Sementes não há como ter uma semente boa para o próximo plantio, aí isso vem sim beneficiar inclusive todas as famílias que participam do Banco de Sementes”, inicia Cardoso, acrescentando que há uma ampla variedade de culturas selecionadas de forma muito cuidadosa por parte das famílias.

O agricultor organizador do banco disse que cada agricultor ao trazer a semente assina uma ficha de entrada e controle do produto que facilita o controle de saída na época de plantio no ano seguinte, com variedades destinadas a alimentação dos animais e das famílias a exemplo de variedades de milho, de feijão, milho alho, fava, gergelim para a alimentação das famílias e sorgo, girassol dentre outras culturas forrageiras destinadas ao rebanho, lembrando que as famílias confiam nas sementes que elas próprias produzem e conservam. “As pessoas são espontâneas, elas vem quando acham que é necessário. Quando tem famílias que pegam dez quilos, no próximo se ele acha que o Banco de Sementes está sendo necessário ele já multiplica colocando quinze, vinte quilos para guardar e assim sucessivamente, ele vem espontaneamente”, explica.

Como critério para se fazer a seleção, Marinho explica como fazer um bom trabalho que possa dar bons resultados na futura hora de plantar as culturas. “Quando entra aqui na época do verão já é hora, é a época certe de fazermos a debulha do milho, quando ele leva mais alguns dias de sol aí a gente já pode engarrafar que não tem problema algum”, explica José Carlos, evidenciando que para ser feito a seleção em busca da boa semente os agricultores escolhem as melhores espigas ou melhores vagens de culturas outras e debulham para guardar o produto objetivando não ter dependências de políticos locais e ao mesmo tempo garantir os plantios na época mais apropriada do período inverno. “É importante que toda família, todo banco e todo município possa fazer esse tipo de trabalho dos bancos de sementes, garantir a semente de qualidade, a semente da região”, aconselha o agricultor.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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