Componente cooperativo denuncia cortes e desmontes de programas de compras institucionais do Governo Federal

SR170617aMesmo diante do lançamento do Governo Federal para a nova modalidade de inscrições de novos projetos no âmbito do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), na modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS), efetivado através da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) que vai de 14 de junho a 14 de julho, por meio do site da companhia, representações da agricultura familiar denunciam baixa na qualidade dos programas e queda nos recursos destinados para a execução dessas ações.

Conforme o diretor de produção e comercialização da Copaf, Cooperativa Paraibana de Avicultura e Agricultura Familiar, Wendell José de Lima Melo(foto), o governo vem realizando cortes no programa comprometendo as cadeias produtivas da agricultura familiar na base, e na ponta comprometendo a população e ações sociais carentes do programa governamental que teria a função de gerar equilíbrio no processo de segurança alimentar e combate a fome. Ele toma como exemplo aquela cooperativa que trabalha com elevado número de agricultores familiares e atende dezenas de instituições sociais em cidades paraibanas. “Esse abate aqui de 2500 aves por semana que emprega mais de 40 pessoas durante a semana está comprometido por conta de redução de recursos para o PAA, pra você ter uma ideia, no ano de 2015, na Paraíba, foram liberados R$ 15 milhões de reais para aquisição de produtos da agricultura familiar no PAA na modalidade Doação Simultânea onde o governo compra o produto da agricultura familiar e doa para as instituições carentes onde tem pessoas que tem necessidades nutricionais, então participamos desse evento com 124 agricultores produzindo frango caipira para doar para escolas, creches, pra hospitais onde trata pessoas com câncer como aqui em Campina Grande a FAP, o HU que está recebendo também, asilos, orfanatos então são alimentos que vai para quem mais precisa”, adverte aquela liderança.

Wendell chama atenção para o fato da necessidade urgente das representações sociais se mobilizarem em favor dos programas que pouco a pouco estão perdendo suas forças e comprometendo as cadeias como um todo que envolvem cidade e campo e abrindo espaço para que as cidades, os municípios e o país voltem a figurar no mapa da fome nos contextos nacionais e internacionais. “Em 2016 os recursos que eram de R$ 15 milhões na Paraíba já caiu para R$ 13 milhões, então nosso projeto que em 2015 foi de R$ 992 mil já baixou para R$ 800 mil e esse ano tivemos uma péssima notícia de que o PAA na Paraíba só vai ter R$ 2 milhões de reais, para o Brasil todo são R$ 38, 5 milhões de reais, que dizer: quase nada, estão acabando o programa”, lamenta e adverte Lima. “Só em Campina Grande, através do PAA Doação Simultânea distribuímos 30 toneladas de frangos caipira para o Banco de Alimentos da Prefeitura Municipal de Campina Grande, FAP, HU, Casa da Criança, Instituto São Vicente de Paula dentre outras. Se esse corte continuar, vai comprometer tudo isso, a nossa cooperativa e mais de 100 famílias de nossos cooperados não vão poder produzir com essa destinação” reafirma ao dialogar com Stúdio Rural.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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