Consórcio Nordeste e Banco do Brasil avançam na estruturação do Fundo Caatinga com apoio do Ministério da Integração Regional
Na última quarta-feira (4), o Consórcio Nordeste e o Banco do Brasil se reuniram com o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR) para dar prosseguimento à estruturação do Fundo Caatinga. Instrumento financeiro público de natureza interfederativa, o fundo é destinado a mobilizar recursos para dar escala a projetos e ações de recaatingamento dentro de uma estratégia integrada de desenvolvimento regional articulada pelo Consórcio Nordeste. “Saímos desta reunião muito gratos pela parceria que estamos construindo com o MIDR, que certamente vai fazer com que o Fundo ganhe ainda mais tração e potência”, afirmou Glauber Piva, chefe de Gabinete do Consórcio Nordeste.
Entre as finalidades do Fundo Caatinga estão a reconstrução das capacidades ecológicas e produtivas do bioma, a recuperação dos solos e de áreas degradadas, o combate à desertificação e a ampliação da segurança hídrica.
O vice-presidente de Governo e Sustentabilidade do Banco do Brasil, José Ricardo Sasseron, explicou que “uma das metas da iniciativa é a recuperação de 11 milhões de hectares na Caatinga”, o que equivalente a 110 mil km², área superior ao território do estado de Pernambuco (98 mil km²). Ele ressaltou também a importância do Banco do Nordeste como parte do projeto.
Durante a reunião, Eduardo Tavares, secretário nacional de Fundos do MIDR, afirmou que a iniciativa dialoga com as políticas federais e está em sinergia com o Plano Nacional de Transformação Ecológica. “O Consórcio Nordeste organizou muito bem o Fundo Caatinga e nós temos a orientação para fortalecer o pacto federativo. Fechamos o compromisso do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional de apoiar essa iniciativa, inclusive nessa agenda de encerramento do ano para começar um novo ciclo que se inicia em 2027. Tenho certeza de que o Fundo irá ajudar muito o Nordeste e o Brasil”, afirmou Tavares.
A proposta do Fundo Caatinga também prevê ações de valorização e de uso sustentável da biodiversidade do bioma que é único, exclusivamente brasileiro e cobre cerca de 844 mil km² em nove estados do Nordeste e no norte de Minas Gerais, respondendo por mais de 10% do território nacional e 70% da região Nordeste. A geração de renda e a permanência das populações nos territórios do bioma, que abriga 28 milhões de pessoas, com a valorização de povos indígenas, quilombolas, agricultores familiares e comunidades tradicionais também está entre as finalidades do Fundo Caatinga.
Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural / Por Fabiana Caramez




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