Dia de Campo revela importância da combinação de espécies forrageiras no semiárido para pecuária

Um dia de Campo virtual promovido por entidades da pecuária pernambucana, mobilizadas pela CNA, Federação da Agricultura do Estado de Pernambuco (Faepe) e Embrapa, no último dia 02, evidenciou a eficácia da combinação de espécies forrageiras como excelente fonte de nutrição para a pecuária do semiárido pernambucano.

O tema foi evidenciado no Programa Domingo Rural deste domingo(06/06), a partir de informações da CNA, justificando que a iniciativa envolve o Sistema CNA e a Embrapa para desenvolver espécies forrageiras, adaptadas ao clima seco da região, como alternativas de alimentação e nutrição para a pecuária no Nordeste e norte de Minas Gerais.

Conforme aquela assessoria, a Unidade de Referência Tecnológica (URT) fica no município de São João, a 220 quilômetros da capital pernambucana, explicando que o projeto analisou diferentes espécies de gramíneas anuais, sendo duas variedades de milho, duas de sorgo e duas de milheto, onde o milho BRS 2022 ficou em destaque com produtividade de 13,4 toneladas de matéria seca por hectare/ano em um ciclo de produção de 90 dias. “Segundo a responsável técnica pela URT, Soraia Souza, o milho BRS 2022 é uma cultivar considerada de ciclo médio, sendo uma boa opção para a região do semiárido e também adequada à agricultura de baixo investimento”, explica aquela assessoria detalhando um conjunto de outras variedades.

Aquela assessoria explicou ainda que a Palma Forrageira Orelha de Elefante Mexicana, Orelha de Elefante Africana, Ipa Sertânia e Miúda foram as cactáceas analisadas na Unidade de São João e que a variedade Orelha de Elefante Mexicana ficou em primeiro lugar em desempenho, com produção de 22,7 toneladas de massa seca por hectare/ano, seguida da Miúda, com 18,2 toneladas.

Entre as lenhosas analisadas, acrescenta, Gliricídia e Leucena, a Gliricídia ficou em primeiro lugar por desempenho de produção com 6,7 toneladas de massa seca por hectare/ano e que, conforme Soraia, as lenhosas entram na dieta dos animais como fonte de proteína e como são árvores, fazem sombra e proporcionam conforto térmico aos animais além de promoverem a nutrição do solo com a fixação biológica de nitrogênio.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural / CNA

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