Doença ataca o cultivo da mangueira e pode extinguir a cultura em todo o semiárido

Agricultores de toda a região estão preocupados com a realidade pela qual a cultura da manga espada está passando frente ao severo ataque do mal-do-recife ou seca-da-mangueira que vem acabando de forma completa a cultura nos roçados frutíferos de toda a nossa região.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>As famílias agricultoras que tem na fruticultura um importante instrumento para a construção na diversidade cultural das unidades produtivas enfrentam a frustração por se tratar de uma das frutas de melhor e maior aceitação de mercado e, ao mesmo tempo, criticam a extensão e a pesquisa que a até então não tem apresentado uma alternativa de convivência com a praga que vem dizimando a cultura, fazendo com a cultura vá se encerando numa velocidade assustadora.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Antônio Luiz da Silva, Dedé(foto), é agricultor e componente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Massaranduba, Agreste paraibano, e ao conversar com a equipe do Programa Domingo Rural, falou sobre a realidade de toda a região tomando como base o verdadeiro estrago feito pela doença na fruticultura da manga naquele e outros municípios daquela microrregião. “A situação está ruim, ruim mesmo porque a manga espada está se acabando rápido demais, porque eu mesmo fiz um treinamento pra salvar a mangueira e ninguém viu resultado”, comenta Dedé afirmando que alguma alternativa sustentável tem que ser apresentada por parte da pesquisa para que as famílias possam continuar produzindo a cultura que representa uma das mais aceitas no mercado consumidor.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Dedé informou que há cerca de sete anos a cultura vem sendo atacada e acabando de forma completa já que a cultura apresenta um ataque de um inseto pequeno que penetra nos galhos e em seguida a planta que vai amarelando, murchando e secando os galhos até a morte. “A perde é total, eu posso dizer que foi rapidinho porque foi rápido demais”, explica dizendo que as famílias tentaram algumas técnicas que não deram as respostas positivas. “”Se a doença começar por um galhozinho dela(planta) a pessoa sendo muito ativa, muito conservadora a pessoa vai pegar um serrote e vai descascando a madeira e quando chegar na madeira que está adia o cara vai serrar bem aprumadinho, pega um pouco do óleo queimado e passa naquele lugar que é pra ele cicatrizar. Agora se ela der pelo tronco é só eliminar o pé completo”, explica dizendo que a praga começará a soltar um pozinho semelhante ao que acontecerá em caibros e portas além de uma resina amarela.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Sebastião Bezerra da Silva, Micoco, reside na comunidade Nicolândia de Massaranduba e, ao ser entrevistado pela equipe Domingo Rural, falou sobre como a família dele identificou o ataque inicial da praga na unidade rural da família e das famílias vizinhas. “A doença deu numa galhazinha, aí dessa galha invadiu o pé todo. Aí seu João Macedo que veio lá da AS-PTA, e a gente conhece ele, veio à casa de João Carlos e ensinou pra gente que quando a doença fosse dando a gente fosse cortando o galho e passando óleo queimado, então a gente fez mas não resistiu não”, lamenta aquele agricultor. “Quando for daqui a seis anos por aí, manga espada não tem aqui mais não” complementa.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Sebastião disse ser da opinião de que algo tem que ser feito como forma de viabilizar a agricultura naquela região onde as famílias contam com pedaços de terra muito pequenos para a produção o que já representa conseqüências negativas.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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