Domingo Rural evidencia resultados de variedades de batatinha agroecológica no Brejo paraibano

Evidenciar opiniões de produtores rurais e representações de entidades paraibanas sobre o potencial de quatro novas variedades de batinhas desenvolvidas pela Embrapa de Canoinhas, Santa Catarina-SC, e que estão sendo testadas por agricultores familiares dos municípios de Lagoa Seca, Areial e Montadas, no Brejo e Agreste da Paraíba, foi um dos objetivos do Programa Domingo Rural da Rádio Serrana em conexão com a Rádio Cultura e Rádio Independente do cariri.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>No Programa deste domingo, 3 de outubro, as emissoras parceiras fizeram extensão dos conhecimentos compartilhados num encontro de agricultores que aconteceu na quinta-feira(30 de setembro) na propriedade do agricultor agroecológico, Robson Alves Gertrudes, Robinho, situada no Sítio Retiro de Lagoa Seca e contou com famílias agricultoras e representações de entidades do Pólo da Borborema, Embrapa dentre outras entidades que são assessoradas pela entidade não-governamental AS-PTA.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Domingo Rural entrevistou o agricultor Robson Alves Gertrudes, Robinho; assessor técnico da AS-PTA, Emanoel Dias; representante do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Areial, José Balbino Filho; componente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Lagoa Seca, Nelson Anacleto e o gerente da Embrapa Transferência de Tecnologias, escritório de Campina Grande. Lenildo Dias de Morais, que falam sobre o trabalho, em parceria, que está sendo desenvolvido naqueles municípios e falam sobre as ações desenvolvidas para o fortalecimento da cultura que, no passado, já foi trabalhada no sistema convencional no Compartimento da Borborema.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>“Foi mostrado as experiências da minha batatinha semente da paixão que eu já planto há vários anos e essa batatinha experimento que o Pólo junto com a AS-PTA e a Embrapa trouxe que foi a Catucha, Elisa, a Ana e a Cristal”, explica o agricultor Robson Alves Gertrudes, Robinho, afirmando que foi um resultado satisfatório e disse acreditar que as novas variedades registram potencial para a volta da produção já que apresentam resistências a doenças, pragas e ao clima da região. Ele informou que vendeu sete toneladas de batatinha orgânica produzida por ele para o mercado paulista, que pouco a pouco passará a trabalhar as novas variedades para que possa melhorar a produtividade e garante que tem muito espaço para os bataticultores orgânicos.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>O representante do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Lagoa Seca e componente do Pólo Sindical da Borborema, Nelson Anacleto, ao falar com Domingo Rural, evidenciou o trabalho que está sendo feito na lógica da agroecologia e aproveitou para criticar a forma como era plantado batainha no passado com os pacotes tecnológicos que envenenaram muitas famílias produtoras em razão da toxidade do produto e quebrou muitos agricultores em razão dos custos altos de produção além da visível contaminação e degradação dos solos. “Primeiro quero cumprimentar os ouvintes de seu programa e dizer que esse dia de campo onde foi um momento de socialização dos três campos de experimentação que aconteceram em Areial, Montadas e aqui no município de Lagoa Seca eu acho que foi bastante rico porque nós tivemos a oportunidade de confrontar os resultados dessa experiência que é uma parceria do Pólo Sindical, AS-SPT junto com a Embrapa exatamente dentro de uma lógica de retomada, de reestruturação do processo de cultivo da batatinha como sempre foi uma cultura de renda e que foi bastante prejudicada e degradada pelos pacotes agroquímicos oficiais que foram colocados ao longo do tempo e, hoje, passados todos esses anos e alguns anos onde estamos tendo uma crise dessa cultura quando verifica-se um percentual baixíssimo de agricultores em todos os municípios que ainda resistem á cultura da batinha, lembro que os que resistem é exatamente porque abandonaram aquela lógica dos pacotes e se inseriram dentro do processo de diversificação e dentro da lógica da agroecologia, sem utilizar os químicos e os venenos e aproveitando os recursos naturais dentre das próprias propriedades. O final do evento mostra a necessidade de se estreitar e se continuar esse processo de parceria com a Embrapa visando continuar testando outras variedades, vamos manter no próximo ano o processo mais intensivo de experiências desses que foram testados agora onde vimos um resultado fantástico e onde vemos que duas ou três dessas variedades são plenamente adaptáveis a região nesse primeiro ano de teste”, relata Nelson dizendo que o novo modelo de produção se dará dentro de uma real perspectiva de mercado com produção limpo e um processo amplo de esclarecimento da sociedade sobre seu papel no fortalecimento dos modelos sustentáveis ao consomir produtos limpos da agricultura familiar.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>O agricultor e componente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Areial, José Balbino Filho, disse que as entidades e agricultores da região têm o objetivo de voltar a produzir a batatinha, desta vez, com um processo crítico das razões que levaram as famílias produtoras ao fracasso num passado não muito distante em que o processo produtivo era condicionado aos pacotes tecnológicos de venenos e agroquímicos em geral, aumentando os custos de produção, degradando solos e intoxicando produtos e trabalhadores nas lavouras. “Os pacotes governamentais daquela época foi quem desmantelou tudo que apesar de tudo muita gente perdeu a saúde. Eu conheço gente que morreu cedo lutando com veneno, e não era pra ter aquilo não, mas os poderes públicos determinavam que só cultivava batatinha se fosse com os pacotes. Você não tinha o direito de chegar na agência bancária e tirar seu orçamento do roçado sem que não fosse com os pacotes e por isso é que deu problema”.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Emanoel Dias é agrônomo e assessor técnico da AS-PTA e diz que as entidades do Pólo saem contempladas e satisfeitas com os resultados nas experiências trabalhadas pelos agricultores ao constatar que são materiais potenciais para serem continuados em processos de experimentação nas unidades rurais agroecológicas”. “A discussão aqui hoje foi muito forte na perspectiva de que não queremos voltar como era antes, então os pacotes, os incentivos de empréstimos, de financiamentos em que os agricultores saíram endividados, doentes, e muitos deles hoje continuam na crise financeira em virtude do que foi colado a batatinha como o único tipo de cultura e como se fosse ela a salvadora dessa situação”, explica Dias sugerindo que a cultura representa mais um produto a ser colocado no sistema de cultivos diversificado.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>O gerente da Embrapa Transferência de Tecnologias, escritório de Campina Grande, Lenildo Dias de Morais, informou que aquela empresa tem fortalecido a parceria com os movimentos da agricultura familiar no sentido de levar as tecnologias adaptáveis desenvolvidas pela Embrapa e acompanhar as experiências dos agricultores e entidades sistematizando os experimentos. “A gente quer parabenizar os agricultores em que nós fizemos esses ensaios e ao mesmo tempo reconhecer a luta deles em manter as suas sementes, sementes originárias, sementes da paixão como eles chamam, mas mesmo assim tiveram a capacidade, pensaram á frente e aceitaram que a Embrapa colocasse as cultivares dela para que eles pudessem validar essas cultivares e, pra nossa surpresa, após o resultado da colheita, desses ensaios, os próprios agricultores tomaram a iniciativa de identificar, verificar e apontar que as cultivares da Embrapa têm um potencial muito positivo aqui pra nossa região e nós vamos continuar trabalhando, fazer novamente no ano que vem os ensaios para que a gente possa ter essas cultivares já validadas aqui para o Estado da Paraíba”.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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