Empresa francesa assina contrato de compra de algodão agroecológico em PE, PB e RN

A empresa francesa Veja Fair Trade assinou contrato de garantia de compra de toda a produção do algodão agroecológico no Cariri paraibano, Apodi do Rio Grande do Norte e Pajeú pernambucano, trabalho que tem apoio financeiro do Ministério do Desenvolvimento Agrário através do Projeto Dom Helder Camara em parcerias com a Embrapa Algodão, associações de agricultores dentre outras. A assinatura de compromisso de compra se deu na comunidade Pitombeiras, município de Sumé, na última terça-feira(18/08) pela manhã e contou com representações da empresa Veja, de agricultores e as entidades parceiras.

Para o técnico do Projeto Dom Helder Camara, Francisco Fontinelle Feitosa Santa Cruz, a empresa francesa trabalha com comércio justo atuando na fabricação de tênis com produtos orgânicos na dinâmica de sustentabilidade. “O Projeto Dom Helder e a Embrapa vem apoiando e procuraram o pessoal da empresa Veja e eles demonstraram interesse pela produção de pluma de algodão orgânica que a gente vem produzindo aqui e estão vindo pra cá pra assinar esse contrato junto com os agricultores hoje, não só das 5 toneladas aqui do Cariri, mas de 3 toneladas do território do Pajeú e mais 2,5 no território do Apodi Rio Grande do Norte”, Explica Santa cruz.

O Presidente da Associação dos agricultores da Comunidade Pitombeiras de Sumé, Galego de Vital, disse que é um momento de muita significância já que o caririzeiro no passado era um povo esquecido, de forma que os jovens camponeses tinham vergonha de figurar na atividade rural e hoje sente o orgulho e satisfação em dizer que é jovem agricultor.

O representante da empresa Veja Fair Trade, Francois Rorillion, falou aos ouvintes das emissoras parceiras sobre a parceria que se constrói para o fortalecimento da produção algodoeira de forma agroecológica na região, onde a empresa francesa passe a garantir a compra de quantidade preestabelecida do produto com oferta de preços mínimos e garantia de 40% dos recursos adiantados no ato do negócio dentro de uma relação de confiança entre as partes. “A gente fez um adiantamento de 40% da safra, baseado numa estimativa de safra, então as associações receberam já 40%, aí cada associação gerencia seu dinheiro como ela quer e a maioria já está adiantando também uma parte para o produtor porque o produtor já investiu dinheiro, já trabalhou bastante”.

Ao contatar com Stúdio Rural o agricultor Sebastião Faustino Sobrinho, Bastinho, disse ser bastante importante para os agricultores e agricultoras que queiram seguir na agricultura plantando o algodão que já representou ponto importante para a economia de toda a região e agora vive um novo tempo onde o trabalho acontece numa integração entre entidades de governos e não governamentais, entidades de produtores e as famílias agricultoras na gestão do processo numa dinâmica de produção em que o produtor já sabe quem compra o seu produto. style=mso-spacerun: yes>  “Pense num orgulho que o agricultor tem hoje, trabalhando para a mercadoria dele ser transportada para o exterior, para o estrangeiro, é muito importante e eu espero que isso continue, vá pra frente e os agricultores botem na cabeça que essa é a solução”.

Heleno Alves de Freitas representa a Embrapa nos projetos de produção e disse que a função daquela empresa é gerar tecnologia fazendo chegar ao campo com responsabilidade social, representando tecnologia eficiente e de fácil acesso e manejo associado ao modelo de produção que tenha, de forma antecipada, a garantia de compra da produção com preços socialmente justos e garante que nada seria possível se não fosse de forma participativa. “Aqui é um exemplo vivo do que nós podemos fazer e com capacidade, dando ao agricultor garantia de que ele vai trabalhar e vai ter rentabilidade e na hora certa ter quem compre o seu produto no preço socialmente justo e esse produto vai também servir a sociedade como um todo que não vai ter que utilizar produtos com agrotóxicos e essa é a saída e as entidades e a sociedade que tiver esse algodão está toda certificada como propriedade orgânica ecologicamente correta, não só o algodão, mas o milho, o feijão o jerimum, a fruta que tiver, os produtos que tiver tudo vai sair como produto ecologicamente correto e isso pra nós da Embrapa e a sociedade como um todo é muito importante e pra o governo como um todo, o governo requer e pensa e trabalha nesse sentido de fortalecer a agricultura familiar fazendo parceria com todos os segmentos”.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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