Entidades realizam assembléia com inauguração de cisternas calçadão no município de Remígio

Entidades da sociedade civil camponesa organizada do município de Remígio realizaram uma assembléia para fazer um balanço das ações desenvolvidas no processo de mobilização de convivência no semiárido e ao mesmo tempo inaugurar 24 cisternas calçadão do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), que é uma ação financiada pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome em parcerias com as entidades da ASA Brasil e entidades locais.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>A reunião aconteceu na última quarta-feira, dia 17 de novembro, tendo como local o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Remígio onde as entidades do Pólo da Borborema marcaram presença fazendo parte das discussões e ao mesmo tempo fazendo à entrega dos certificados de garantia dos equipamentos às 24 famílias contempladas.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>José Camelo é assessor da Unidade Gestora AS-PTA, falou com Domingo Rural sobre o trabalho que vem sendo desenvolvido em toda a região e garante que as entidades parceiras saem contempladas num momento conclusivo de ações em que dão a demonstração de que a sociedade organizada tem claro quais as tecnologias a serem aplicadas de forma eficiente em suas unidades rurais e pouco a pouco estão transformando essas vontades e ações tecnológicas em políticas públicas de governos. “A gente deixou alguns eventos para ser realizados como fechamento, balanço e avaliação do P1+2 e eu acho que está sendo bastante interessante porque as famílias estão trazendo para o debate alguns resultados importantes como a melhoria do sistema de produção ao redor de casa que é o espaço aonde a cisterna está sendo instalada que aqui na região de nossa UGT foi uma das coisas que a gente priorizou, como tratava-se de um reservatório para produção a gente achou muito interessante que essa produção fosse ao arredor de casa porque é o espaço onde está a mulher, onde está os filhos, o marido e então é um espaço que todos cuidam e pode está utilizando melhor essa água”, explica camelo tomando como base os depoimentos dados pelas famílias em eventos diversos.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>O presidente da FETAG, Liberiano Ferreira de Lucena, participou do evento e disse reconhecer como eficiente o trabalho que vem sendo desenvolvido pelas entidades do Pólo da Borborema, associado aos diversos trabalhos e ações desenvolvidos pelo movimento sindical de todo o Estado da Paraíba e mostrando a importância da sociedade estar organizada em suas associações e sindicatos. “Nós viemos aqui a convite do companheiro Euzébio presidente do sindicato, sindicato esse que tem um trabalho inegavelmente organizado, precisa se ampliar muito mais, até porque nossos trabalhadores precisam saber que não basta a direção do sindicato fazer, os trabalhadores têm que fazer a sua parte, nós não podemos achar que o sindicato vai fazer milagre, o sindicato sobrevive do esforço dos trabalhadores e nós esmos aqui pra isso”, explica a liderança dizendo que o movimento sindical camponês tem buscado agir nas ações diversas de interesse do segmento, citando como exemplo questões previdenciárias que representam um dos principais pontos quando da busca de direitos das famílias trabalhadoras.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Roselita Victor da Costa é representante do daquele sindicato e garante que a entidade saiu contemplada já que o entendimento do sindicato atual é lutar mais do que por aposentadorias, salário maternidade dentre outros direitos dos trabalhadores e sim ampliar através de ações diversas que possam melhorar a qualidade de vida das famílias camponesas de forma sustentável. “Nós entendemos que lutar pela melhoria de vida das famílias agricultoras também é um papel nosso, porque se são eles que produzem, se são eles que alimentam a sua família, mas também alimenta a cidade, então se o nosso povo do campo vive bem e tem melhores condições de vida a cidade também vai ter, então quanto mais agricultores e agricultoras felizes produzindo é melhor para o campo e para a cidade”, explicando que a conquista da água e as ações gerais nas propriedades tem representado a verdadeira conquistas para os modelos de vida atuais.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>A agricultora familiar, Antônia Ferreira da Silva, reside no Assentamento Irmã Dorothe, conversou com nossa equipe e garante que a qualidade de vida das famílias contempladas já começa apresentar mudanças para melhor já que se inicia um trabalho de produção que alimenta a família com produtos de qualidade e excedentes que certamente chegarão ao mercado consumidor e disse que está se capacitando para produzir canteiro de verduras e frutas na modalidade econômica. “Já tenho ido muitos encontros sobre isso, tenho um pouco de experiência já, inclusive eu e meu marido já fizemos canteiros econômicos e tijolos e canos onde coloco água na boca do cano para o canteiro ficar umedecido, mas é que o lugar é seco e a gente não pode avançar o sinal e em que ir aos poucos”.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Arnaldo Rufino da Silva reside no Assento Irmã Dorothe, afirmou que o processo de mobilização das entidades é algo bem interessante para quem mora numa região seca com no Curimataú de Remígio e que tudo ficou melhor com a chegada das organizações da agricultura familiar. “Melhorou bastante, primeiramente nós fizemos a cisterna de placas que ajudou bastante também, aí vamos à calçadão aí foi que melhorou a barra, a gente sabendo trabalhar a gente vai a frente, sabendo zelar as plantações vai a frente”, explica o agricultor assegurando que já há uma de culturas trabalhadas ao redor da residência a exemplo das plantas medicinais que representam sempre muito para as famílias camponesas.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Euzébio Cavalcanti de Albuquerque é presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e, ao conversar com a equipe do Domingo Rural, disse que a agricultura familiar agroecológica daquele município vem em amplo crescimento porque o trabalho feito com as capacitações tem se traduzido em produção de ampla linha de produtos que dão segurança alimentar a familiar e já conta com um excedente que já está sendo vendido na Feira Agroecológico naquela cidade e também sendo incluída no Programa de Aquisição de Alimentos do Governo Federal. “Graças á Deus está dando tudo certo porque é o reconhecimento do trabalho que a gente tem feito com agroecologia e também nós sabemos o papel do sindicato, nós temos alertado muitas vezes que muitos sindicatos se preocupa muito com a questão previdenciária e deixa de lado uma coisa importantíssima que é a agricultura familiar num todo e a gente sabe que tudo começa com a criança e quando os país tem a oportunidade de educar as crianças com agricultura, com certeza no futuro essas crianças vão ser pessoas mais próximas da terra, da semente, da plantação, e agente hoje nessa assembléia a gente está comemorando não só isso que eu falei anteriormente, mas comemorando também o benefício que está trazendo resultados para a produção de alimento saudável que é a implementação da cisterna calçadão”, explica, lembrando que são benefícios mútuos no seguimento da produção.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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