Estados unem-se no controle da praga que destrói plantios de palma no Nordeste

Equipes técnicas das áreas de pesquisa, de transferência de tecnologia e de vigilância sanitária dos estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte, coordenadas pela Embrapa, estão mobilizadas para executar o Programa de Integração de Estratégias para Manejo da Cochonilha-do-Carmim na Palma, Programa que tem área de abrangência que estende-se por cerca de 112 municípios.

Segundo o assessor de comunicação da Embrapa Semi-árido, em Petrolina, Marcelino Ribeiro, o Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio da Financiadora de Estudos e Projetos – FINEP, aportou recursos para a execução de um grande projeto de pesquisa coordenado pela Embrapa Semi-Árido.

Ribeiro lembrou que os quatro estados do Nordeste se aliaram para enfrentar a praga da Cochonilha-do-Carmim, em razão do forte poder que a praga tem dizimar duas das principais reservas forrageiras no Semi-Árido: a palma Gigante e a palma Doce e que cerca de 100 mil hectares cultivados com estas variedades nos quatro estados estão seriamente afetados pelo ataque da praga.

Na opinião do pesquisador da Embrapa Semi-Árido, Carlos Gava, informou Ribeiro, em grande parte destes estados, a praga já está presente nos palmais, em outros, se encontram no entorno das áreas infestadas e precisam ser monitorados para evitar a dispersão do inseto e que há pouco mais de sete anos, a presença da praga estava restrita ao município de Sertânia-PE, acreditando que a rápida expansão da praga pode tornar catastrófica a atividade pecuária dos estados afetados.

“Segundo o pesquisador Gherman Garcia, Chefe Adjunto de Comunicação e Negócios da Embrapa Semi-Árido, algumas características tornam a palma uma forrageira importante nos sistemas de criação pecuária no Semi-Árido. A planta tem alta eficiência no uso de água e concentra grande quantidade nos seus tecidos – cerca de 90%. Ela, também, é um alimento volumoso, que pode ser plantada e reservada no próprio campo, sem que, com isto, venha a perder qualidades nutricionais por causa do amadurecimento”, argumentou Ribeiro.

Marcelino informou, ainda, que os secretários de Agricultura e Reforma Agrária de Pernambuco, Angelo Rafael Ferreira dos Santos, e do Desenvolvimento da Agropecuária e da Pesca da Paraíba, Francisco de Assis Quintans, além do Diretor Executivo da Embrapa, José Geraldo Eugênio de França, já organizaram mas duas reuniões técnicas para integrar as estratégias de manejo da praga nos seus estados, em Sertânia-PE e Monteiro-PB. “Uma das diretrizes definidas nestes eventos é a imediata capacitação de técnicos que atuam na área de extensão rural nos municípios considerados áreas de risco permanente. Aprovaram, também, a deflagração de uma campanha para mobilização das lideranças dos produtores e de instituições parceiras, a exemplo das prefeituras municipais, agentes financeiros, instituições de pesquisa e extensão rural dos estados, além dos escritórios do Sebrae, das Federações de Trabalhadores Rurais, universidades, ONGs e ministérios, como o da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário”, finalizou Ribeiro.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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