Fechando 2023 em Barra de Santana: Crédito e inovação tecnológica são focos de ações do sindicato naquela municipalidade

A agricultura familiar do município de Barra de Santana, Cariri Oriental paraibano, vem ganhando destaque com a diversidade de ações do Sindicato dos Trabalhadores Rurais junto aos camponeses e camponesas objetivando fortalecer a agropecuária a partir da adoção de novas tecnologias e do crédito enquanto políticas públicas de governo capazes de dar melhores condições de produção com produtividade.

Na última quinta-feira, 30 de novembro, Stúdio Rural acompanhou um conjunto de visitações dos componentes daquela instituição sindical e do técnico projetista da Coonap, José Diniz das Neves, em unidades produtivas, objetivando conhecer as ações já trabalhadas num processo do uso de novas tecnologias adquiridas a partir do crédito nas práticas agrícolas além de atendimento a associados na sede daquele sindicato.  “Eu achei bom demais porque eu não tinha verba pra investir no que eu queria, e com esse negócio do Banco me ajudou muito porque eu estou fazendo o que eu precisava fazer e não podia fazer, então está bom demais porque vou ter um espaço de três anos pra começar a pagar, daqui pra frente, se Deus ajudar, vai dar tudo certo”, explica o agricultor José Edgley do Rego Freire, residente e empreendedor no sítio Pedras Pretas, fazendo referência a um empréstimo de investimento junto ao BNB que está proporcionando a construção de uma barragem, barreiro, construção de cercas, plantio de palmas forrageiras, compra de máquina forrageira, compra de ração complementar para o gado, construção de casas de ração, dentre outras.

Presidente do Sindicato, Paulo Medeiros explicou que a entidade, em parceria, vem fazendo um trabalho gradativo e sequenciado que tem dado melhores condições às famílias agricultoras nos seus sistemas produtivos a exemplo do trabalho para a substituição das palmas vulneráveis por palmas resistentes a cochonilha, as novas práticas com plantio e armazenamento de ração, capacitações, melhoramento da genética bovina, agregação de valor e inclusão dos produtos lácteos nos mercados regionais e agora o trabalho que vem se intensificando para com o crédito junto as instituições de crédito em políticas públicas de Estado.  “A gente começou com esse trabalho em parceria com a Coonap e trazendo aqui para a realidade do nosso município, incentivando os produtores a tomar os seus créditos junto a instituição financeira pra aumentar a sua produção, facilitar a vida do trabalhador e incentivar cada vez mais o homem do campo permanecer no campo”, explica Paulo justificando que mais que criar políticas para que os atuais produtores permaneçam na atividade camponesa é preciso criar e executar políticas que estimulem o processo de sucessão da juventude nas atividades produtivas. “Estamos nas lutas e esperamos dos nossos governantes que eles preparem projetos e políticas públicas que venham facilitar cada vez mais a vida do homem do campo, você veja que no crédito rural ainda temos muita burocracia, mas a gente vai tentar agora cada vez mais junto com o governo apresentar projetos que venham facilitar o acesso ao crédito, o acesso as políticas públicas pra poder o homem permanecer no campo, fazer a sucessão rural no campo porque o grande problema não é manter o homem no campo, o grande problema hoje é fazer a sucessão no campo que é sempre difícil”, reforça Medeiros Barreto.

Elaborador de projetos junto a instituição credora, José Diniz das Neves explica que a linha de projetos trabalhados no Banco do Nordeste em Barra de Santana está bem encaminhada com perspectivas da tomada de decisões por parte das famílias produtoras que estão a cada dia melhores capacitadas e seguras para empreender já que têm feito sempre as contas da ralação custo benefício que leve em consideração o potencial da região associado as condições climáticas, ambientais, dentre outras. “Temos perspectivas porque aqui você tem projetos em que você tem até dez anos pra pagar, você pode ter até três anos de carência, então isso ajuda ao produtor se organizar, então ele se organizando ele vai pagar o crédito sem problema nenhum”, explica Diniz ao dialogar com o público ouvinte da Rádio Stúdio Rural.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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