Lideranças de movimentos do campo e cidades discutem impactos ambientais durante encontro em Campina Grande

Lideranças de movimentos populares do campo e cidade de Campina Grande e região reunindo-se pra discutir questões relacionadas as ações ambientais e impactos na vida da agricultura, do meio ambiente, dentre outros.

O encontro aconteceu na última sexta-feira(22), em Campina Grande, e contou com o representante da Secretaria Nacional de Meio Ambiente e Desenvolvimento do PT, Saulo Dias, numa ação de encontros pelos estados denominada de ‘Caminhos do Meio Ambiente’ e visa fazer um apanhado de propostas relacionadas aos principais problemas na área do meio ambiente e os impactos nos diversos sistemas produtivos.

Os impactos causados na vida de bacias hidrográficas como o rio Paraíba que recebe os esgotos das cidades, comprometendo a vida do rio e a saúde das famílias agricultoras, das atividades agrícolas com o despejo dos resíduos químicos e dejetos direto nos rios e riachos; os impactos das usinas eólicas; o uso de venenos nas atividades agrícolas convencionais são exemplos de temas pautados com a meta de fazer chegar nas instâncias governamentais na busca de resolução. “Sempre e em todos os encontros que participo, sempre coloco a questão de nosso rio Paraíba com a sua realidade de falência em consequência dos despejos de tantos esgotos das cidades ao longo daquela bacia que precisa ser bem cuidada, porque nós precisamos ter responsabilidade com a qualidade do rio e da água, nós não podemos aceitar que as cidades ribeirinhas estejam jogando esgotos pra dentro do rio, as cidades abaixo delas vão está recebendo esgoto, nós não podemos aceitar que quem esteja plantando com irrigação esteja usando os excessos dos venenos, dos agrotóxicos e muitas vezes jogando os vasilhames dentro do rio como muitas vezes constatamos ao longo do rio em meu município, tem locais do rio que que é uma mata de algaroba e temos que discutir tudo isso”, explica o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Barra de Santana e componente do Território Cariri Oriental, Paulo Medeiros Barreto. “Eu moro próximo do local de encontro do rio Bodocongó com o rio Paraíba e só sabe a qualidade da água do Bodocongó que joga suas águas que se misturam com as águas da transposição quem mora naquele local e eu tenho esse conhecimento, é uma água pesada, vem uma lama preta e podre”, relata Paulo Medeiros.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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