Missão das sementes revela avanços de guardiões de sementes no Cariri, Seridó e Curimataú

Fazer um balanço do número de famílias e comunidades que trabalham bancos comunitários de sementes na região do Coletivo Regional do Cariri, Seridó e Curimataú foi o papel exercido pelas Missões dos guardiões das sementes da Paixão nos municípios e comunidades acompanhadas pelas entidades daquele coletivo acompanhadas pelo PATAC, Programa de Aplicação de Tecnologias Apropriadas às Comunidades.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Com lançamento desde junho deste ano as comissões tiveram o papel itinerante de visitar famílias e comunidades fazendo uma verdadeira extensão das ações desenvolvidas pelas entidades do Coletivo e ao mesmo tempo fazer um apanhado dos trabalhados desenvolvidos nas comunidades objetivando ter um balanço do número de famílias que, dentre as ações, trabalham com a preservação das sementes através de bancos familiares ou familiares e ou familiares das sementes da paixão. “Eu acredito que um dos maiores avanços tem sido no sentido do próprio fortalecimento hoje de uma agricultura familiar camponesa de base agroecológica, e pra isso a gente vê alguns avanços no campo da semente. Então esse ano mesmo o pessoal realizou as missões das sementes da paixão e o pessoal fez um mapeamento dos guardiões e guardiãs da biodiversidade e eles chegaram só em sementes a identificar em torno de 73 famílias agricultoras que estão guardando espécies de sementes que estão em processo de erosão, que estão em processo de extinção, e tem mais: 73 guardiões com 83 variedades de sementes”, relatou a assessora do PATAC, Glória Batista(foto direita) em entrevista no Programa Domingo Rural deste domingo, 26 de dezembro, informação compartilhada via Rádio Serrana de Araruna, Rádio Independente FM de Serra Branca, Bonsucesso de Pombal e Farol FM de Taquarintinga do Norte-PE.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Em contato direto com os ouvintes da emissora, Gloria enfatizou que o grande objetivo desse trabalho é a busca da autonomia por parte das famílias agricultoras que primam pela qualidade da produção com sustentabilidade e, neste aspecto, encontra na agroecologia o instrumento real da construção da sustentabilidade numa dinâmica que envolve a suade das famílias que não usam produtos venenosos no modelo de produção, do consumidor que já compra a diversidade da agricultura familiar e o meio ambiente que não sofre os impactos negativos comuns no modelo de agricultura convencional que tem como base exclusiva o quantitativo da produção. Outra vantagem almejada pelas famílias agricultoras apontadas por aquele assessora é a busca da autonomia e da não dependência de mercado, prática que se torna possível a medida que as famílias trabalham as tecnologias apropriadas a realidade local a exemplo dos mecanismos hídricos, técnicas em armazenagem de ração, preservação e melhoramento da genética animal nativa, preservação e melhoramento das sementes tradicionais além de todo um processo de preservação dos solos com práticas que evitam processos erosivos e quebra do equilíbrio na fauna e flora. “Esse é um trabalho que a gente vê que o agricultor está buscando sua autonomia e aí tem uma série, hoje o pessoal além de estar produzindo alimentos diversificados, seja no redor de casa a partir da água pra produção a segunda água, então você vê uma infinidade de agricultores, mais de cem famílias hoje produzindo em seus quintais hortaliças diversificando seus alimentos. Além desses alimentos servirem para a segurança alimentar das famílias, está também vendendo um produto de qualidade no mercado através do próprio PAA, Programa de Aquisição de Alimentos, como também nós estamos já com três municípios que está fornecendo produtos para o Programa Nacional de Alimentação Escolar, Pra o PANAE e então a gente vê isso como avanço, sem falar da própria Bodega Agroecológica que tem recebido uma variedade de produtos de várias comunidades, de vários municípios onde está se vendendo e tendo uma relação direta com os consumidores que querem um produto de qualidade”, rela Glória ao fazer um balanço das ações acontecidas neste ano 2010 naquele coletivo de entidades.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>No diálogo deste domingo, aquela assessora informou que dezenas de cisternas calçadão com capacidade para 52 mil litros já estão em funcionamento como suporte no processo de produção agrícola agroecológica já que as famílias têm esses recursos hídricos como segundo água dando complemento a cisterna de placas que é utilizada para o acúmulo da água de beber. “Então isso vem trazendo qualidade de vida para as famílias, vem buscando autonomia para os agricultores”, comenta enfatizando que a estratégia das entidades tem sido valoriza o que as famílias já fazem e ao mesmo tempo inovar no sentido de investir em tecnologias sociais que estão adaptadas a realidade do agricultor dentro de um diálogo com as famílias agricultoras e alfinetou que as entidades não trabalham numa perspectiva exclusiva de transferência de tecnologias e sim num processo de implantação tecnológica em pé de igualdade com os agricultores e agricultoras que fazem as experimentações e implementações dentro de suas realidades. “Então a gente sabe que esse ano mesmo muitos e muitos agricultores hoje dominam essa própria tecnologia, aprendem a fazer fazendo e então isso tem sido bastante interessante”.

style=FONT-FAMILY: 10pt FONT-SIZE: ?Arial?,?sans-serif?;>Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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