Novas Arcas das Letras representam suporte para cultura paraibana: avaliam lideranças

“A Arca representa Algo de importância que não tínhamos na comunidade, porque os estudantes da comunidade que já estudam na cidade não têm acesso a uma biblioteca pra fazer seus trabalhos que o professor pede, então agora tendo é melhor pra eles que não terão que sair do sítio pra ir á biblioteca na cidade”. O argumento é da educadora, Eliane Bento da Silva, residente na comunidade Quilombola Martins, no município de Serra Redonda e que no último 31 de outubro participou da solenidade de entrega das Arcas das Letras, na Câmara Municipal de Remígio(foto), contemplando 10 municípios do Território da Cidadania da Borborema.

Ela disse que além de ficarem mais próximos dos alunos camponeses os livros são de muita utilidade para o processo educacional dos alunos do campo e dará melhor condições de educação para todos já que a dinâmica da biblioteca em uma residência da comunidade faz com que os livros estejam sempre acessíveis. “Toda comunidade deve ter uma Arca das Letras, até mesmo porque o difícil é o acesso da comunidade até chegar á cidade e as vezes indo a cidade ele encontra a biblioteca fechada e na comunidade ela não vai fechar porque está na casa de uma pessoa e as pessoas não saem da casa todo mundo ficando aberta dia e noite”, argumenta a professora.

Um dos participantes do evento, representando a Embrapa Algodão, José Janduy Soares, comentou ser um encontro raro onde o governo federal vem se preocupando com a educação e onde o campo está muito presente, comentando que antes pouco se percebia ações que envolvesse as comunidades rurais num processo de educação participativa e solidária, lembrando que trata-se de um importante espaço de difusão também das tecnologias da Embrapa que são direcionadas de forma acessível para as famílias camponesas. “Tem espaço para as tecnologias da Embrapa, até porque aí está envolvido o pessoal dos assentamentos que já estão de certa forma absorvendo essas tecnologias nas suas culturas e associando essas tecnologias da Embrapa junto com a questão educacional”, argumenta.

Para o secretário de educação do município de Alagoa Nova, José Ednaldo da Silva, a entrega das Arcas significa um avanço na aquisição e distribuição da leitura das comunidades, tendo em vista que a maioria das comunidades rurais não tem acesso á leitura em razão da distância entre o mundo rural e o urbano e com a chegada dos livros na zona rural as comunidades terão melhor acesso, a difusão da leitura será maior para as crianças e adultos que não tiveram acesso a leitura. “É importante porque ali tem o surgimento de uma nova forma de você ver a leitura, quando você pega um agente multiplicador, um agente de leitura que não está ganhando nada por isso e ele se dispõe a levar a leitura e o conhecimento para outras pessoas, então isso tem um significado importantíssimo para a comunidade e para a educação como um todo”, explica o secretário ao dialogar com a equipe Stúdio Rural.

Quem também dialogou com a equipe Stúdio Rural foi a assistente do MDA, Tatiane de Sousa, que vindo de Brasília para a capacitação dos agentes comunitários de leitura falou sobre a importância do “Arcas das Letras” e sobre a capacidade que o Programa tem em envolver a comunidade em torno de um projeto sustentável de educação camponesa. “O Programa Arcas das Letras é um programa do Ministério do Desenvolvimento Agrário, da Secretaria de Reordenamento Agrário e é um programa que incentiva a leitura e leva a informação para as comunidades rurais do Brasil, o intuito do programa e esse, incentivar a leitura e levar a informação. São capacitados dois voluntários da comunidade pra que fiquem trabalhando com a biblioteca na comunidade incentivando a leitura, fazendo o empréstimo dos livros e arrecadar nossos livros para que a mini-biblioteca cresça”.

“A avaliação Tavares e ouvintes é extremamente positiva porque quando a comunidade recebe o conhecimento com fácil acesso, a comunidade começa a ter cidadania, começa a se libertar de muitas amarras que alguns políticos inescrupulosos fazem e, A Arca das Letras é uma forma de libertação e o conhecimento é uma forma de libertação. Essa é uma Arca que as pessoas da comunidade quiseram e pra isso tem voluntários da comunidade que emprestarão livros e essa Arca faz parte já de mais de 200 Arcas que nós temos na Paraíba, vamos entregar essas 25 agora e entregaremos mais outras 125 até o final do ano, ou seja, queremos totalizar mais de 300 Arcas na Paraíba. São comunidades em que vai chegando o conhecimento com informações sobre agricultura, informações sobre poesia dentre tantos outros. O argumento é do delegado federal do desenvolvimento agrário do Estado da Paraíba, Marenilson Batista da Silva, que ao coordenar a entrega das 25 Arcas das Letras nos dias 30 e 31 de outubro nos Territórios da Cidadania da Zona da Mata Norte, Zona da Mata Sul e Território da Borborema falou com os ouvintes das emissoras parceiras na comunicação rural mais clara, firme e objetiva de todo o Semi-árido brasileiro, esclarecendo informações sobre como outras comunidades podem fazer para ter acesso a esse e outros programas do MDA. “O Programa Arcas das Letras continua e neste momento a gente gostaria de agradecer a parceria, neste caso específico, da Eletrobrás que não mediu esforço para que fizéssemos essas Arcas e também da Prefeitura Municipal de João Pessoa do qual essas Arcas foram construídas com a parceria e que serviu de escola para estudantes do PETI lá da Prefeitura Municipal de João Pessoa”.

Batista falou sobre a forma que a comunidade organizada pode fazer para se enquadrar na programação, devendo as pessoas interessadas fazer contato com a Delegacia Federal do Desenvolvimento Agrário pelo fone (83) 3049-9228, buscando preencher formulário e a medida que for aparecendo parceiros para a confecção das Arcas as entregas serão feitas para essas comunidades nos municípios. “Agora o município que está nos escutando ou a ONG que está nos escutando agora e que queiram a contrapartida, é só a construção da Arca fica em torno de R$ 250,00 a R$ 300,00 e que se você tiver um marceneiro bom na comunidade e tiver madeira faz por preço mais barato, de forma que tendo a Arca a gente consegue o acervo bibliográfico e vai fazer o treinamento para que a biblioteca Arca das Letras funcione a contento”, explica o delegado paraibano do MDA.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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