Oficina sobre comercialização da juventude camponesa do Polo é destaque em Domingo Rural e Esperança no Campo

SR060616bAs entidades da agricultura familiar do Polo Sindical da Borborema realizaram uma oficina sobre comercialização dos produtos agrícolas da juventude camponesa em evento acontecido no último dia 30 e 31 de maio, no Day Camp Hotel Fazenda, zona rural de Campina Grande, e que contou com cerca de 70 jovens agricultores e agricultoras da Comissão Regional de Juventude do Polo da Borborema com por uma articulação de 14 sindicatos rurais da região da Borborema.

O tema foi evidenciado no Programa Domingo Rural da Rádio Queimadas FM e Rádio Serrana de Araruna deste final de semana a partir de entrevista trabalhada com a jovem agricultora Silvânia Santos, residente no Assentamento Cícero Romão, município de Esperança; com o jovem agricultor Allan Kilson Pereira Fernandes, residente no Assentamento Oziel Pereira, município de Remígio; com a jovem agricultora e componente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Lagoa Seca, Márcia Araújo dos Santos; e com a assessora da ONG AS-PTA, Adriana Galvão Freire que falam sobre os conteúdos trabalhados no evento e sobre as experiências e resultados alcançados no meio rural dos municípios do Polo da Borborema.

“A minha avaliação é que foi muito produtivo porque você tem que mostrar para a juventude o que realmente está se passando dentro das comunidades, nas organizações, as trocas de experiências e tudo isso foi rico aqui, principalmente o carrossel que houve ontem onde a gente viu a experiência do pessoal de Areial, Massaranduba, dos meninos de Casserengue e a de Alagoa Nova mostrando dentro das experiências deles como eles estão resistindo e acessando as feiras agroecológicas”, explica a jovem agricultora Silvânia Santos, garantindo que a experiência de uma família estimula outras famílias dos municípios diversos do Polo e garante que as entidade estão no caminho certo no processo de organização social do meio rural do Polo. “O ponto mais importante pra mim foi quando foi levantado a proposta da primeira Marcha da Juventude porque, conforme coloquei na parte da manhã, o jovem tem que expor, tem que pôr a cara mesmo nas ruas e reivindicar seus direitos porque se os jovens não forem atrás de seus direitos ele vai ser chamado como chamavam antes de que o jovem não quer nada com a vida, então temos que levar pra rua toda a juventude e trazer mais jovens pra se somar e mostrar pra essas pessoas a realidade de que nós jovens queremos produzir uma agricultura familiar”.

“Faço uma avaliação muito positiva para o fortalecimento da juventude camponesa porque a medida que eles estão comercializando, que eles estão produzindo seus próprios alimentos eles percebem que a feira é porta de entrada para que esses jovens possam participar cada vez mais e começar a fortalecer e produzir seus alimentos e vender nas feiras agroecológicas para que ele tenha a sua renda e faça a gestão desse dinheiro, podendo comprar o que tenha vontade enquanto jovem”, explica a componente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Lagoa Seca, Márcia Araújo dos Santos, durante amplo diálogo via emissoras parcerias.

“Essa discussão no Polo está envolvendo cada vez mais a juventude, temos jovens que já estão nas feiras, mas a nossa intenção é que envolva mais jovens, pois já temos muitos jovens produzindo e queremos que esse jovem também chegue na feira para vender a sua produção também”, explica de forma comemorativa, o jovem agricultor Allan Kilson Pereira Fernandes, residente no Assentamento Oziel Pereira, município de Remígio.

“Foram dois dias muito bacana de encontro, a gente teve aqui reunidos pra tratar, pra debater o processo de inserção dos jovens nos mercados, o evento começou com um carrossel revelando como pode pessoas tão jovens, mas também ao mesmo tempo tão maduras e conscientes do seu lugar, do seu papel, da importância do seu trabalho, da importância de se produzir alimentos saudáveis e o compromisso que eles de levar essa qualidade pra conquistar os seus consumidores”, explica a assessora ONG AS-PTA, Adriana Galvão Freire, detalhando o conjunto das discussões trabalhadas durante os dois dias de evento que reuniu tanto jovens que produzem e ainda não comercializam sua produção, como os que produzem e vendem nas feiras agroecológicas e até para programas de compra direta do Governo Federal como o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar), e ainda aqueles que possuem cisternas de produção, jovens viveiristas, apicultores, criadores de animais, coletores de sementes e artesãos.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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