ONG paraibana desenvolve produção de mudas e com apoio da Embrapa leva até agricultores familiares

A ONG AS-PTA, Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa, com sede no município de Esperança, Brejo paraibano, vêm desenvolvendo um trabalho com produção de mudas de plantas diversas e com o apoio da Embrapa Campina Grande está levando até os campos de agricultores familiares componentes das organizações da ASA-PB, Articulação do Semi-árido Paraibano.

A distribuição se dar em torno das famílias já acompanhadas pelas entidades de agricultores em razão das capacitações, sensibilizações e intercâmbios feitos na Paraíba e diversos estados da federação, dando aos agricultores a compreensão da importância de se repovoar e recuperar os solos com vegetações restauradoras. São fruteiras diversas, plantas madeireiras, culturas alimentícias para o rebanho pecuário, plantas medicinais dentre outras que pouco a pouco vão chegando ás propriedades rurais dos municípios paraibanos.

Durante a segunda quinzena do último mês de abril um trabalho feito em parceria com a Embrapa Campina Grande viabilizou a entrega de ampla variedade de plantas ás famílias de agricultores do Brejo, Agreste e Curimataú paraibano num trabalho em que a AS-PTA desenvolveu o projeto de produção das culturas e a Embrapa assumiu o compromisso de, através de veículo próprio, levar as culturas até as propriedades pré-estabelecidas.

No último dia 27 de abril o Programa Domingo Rural evidenciou o tema, acompanhando as ações de entrega diretamente aos agricultores e conversou com o assessor técnico da AS-PTA, agrônomo João Macedo que falou sobre as estratégias de produção dentre outras informações, entrevistou o presidente da Associação dos Agricultores Familiares da comunidade Pedrinha D água, município de Casserengue, José Paulo da Silva e o gerente da Embrapa Transferência de Tecnologias, Heleno Alves de Freitas que falaram sobre a importância do trabalho que visa restaurar propriedades rurais e dar condições de vida as famílias de agricultores e ao meio ambiente.

Entrevistado pela equipe Stúdio Rural, o agricultor familiar e presidente da entidade de agricultores, José Paulo da Silva, disse ser um trabalho que cria as condições de permanência das famílias no campo já que além de criar um sentimento crítico a cerca das formas sustentáveis de produção dá-se apoio para que se execute trabalhos na propriedade. “É muito importante porque depois que começamos essas parcerias com a AS-PTA a nossa comunidade tem crescido, porque muitas plantas que a gente não conhecia hoje estão fazendo sucesso em nossa comunidade”, comemorou a liderança de agricultores, acrescentando que está sendo resgatadas variedades que já haviam sumido na região em razão das práticas predatórias.

Já o gerente da Embrapa Transferência de Tecnologias, escritório de Campina Grande, Heleno Alves de Freitas, disse ser uma parceria importante já que a ONG desenvolve todo o processo de produção e a Embrapa faz a entrega das culturas acompanhadas de informações diretamente aos agricultores conforme discussão dentro de reuniões do Território da Cidadania. “Estamos fazendo aquilo que é pragmático da Embrapa que é transferência de tecnologias, nos associamos a ONG que já tem as mudas prontas e essas mudas estavam aqui dependendo apenas de um transporte e a Embrapa está colocando a estrutura e através da parceria nós vamos chegar as comunidades que precisam das mudas neste momento em que está chovendo”, argumenta Alves de Freitas.

O agrônomo da entidade não governamental, João Macedo, falou aos ouvintes da Rádio Serrana de Araruna em conexão com a Rádio Cultura de São José do Egito e Rádio Independente de Serra Branca sobre as estratégias e parcerias utilizadas para desenvolver o trabalho junto ás famílias de agricultores. “Aqui na AS-PTA nós temos um viveiro de produção de mudas, principalmente mudas das espécies nativas da região do Curimatau, do Agreste, Cariri, Brejo e, essas mudas ao serem preparadas aqui no viveiro a partir das sementes que a gente recebe das comunidades, quando chega a época de plantio nós temos disponibilizado essas mudas para que as comunidades possam ter acessos e aquelas famílias de agricultores que estão envolvidas no trabalho com a experimentação, buscando implantar na sua propriedade um modelo de agricultura num sistema baseado na agroecologia, têm se empenhado no plantio de árvores na propriedade que é também um elemento fundamental no trabalho da transição agroecológica”, argumenta Macedo.

Fonte : Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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