PEASA/UFCG apresenta tecnologias apropriadas durante evento no Reassentamento Águas de Acauã
Representações do PEASA/UFCG apresentaram tecnologias em energias renováveis apropriadas ao conjunto de moradias do Reassentamento Águas de Acauã, no município de Itatuba, Agreste paraibano, durante encontro de entidades e governos acontecido no último dia 02.
“O PEASA está nesta luta com o MPA, o movimento desde o início apoiando as atividades do professor Fernando Garcia, nós estivemos desde o princípio dando esse apoio e agora, nesses últimos anos, a gente fez parte da escolha das famílias que vão ser reassentadas aqui, as 100 famílias, e também das discussões técnicas de melhor aproveitamento possível no uso de tecnologias sociais voltadas para a produção familiar, então nós idealizamos um quintal com dez tecnologias, estamos implantando essas tecnologias, uma dessas tecnologias foi o SARA, sistema do INSA, no nosso projeto da universidade a gente previu o uso do SARA e conseguimos recomendar à CEHAP que, ao invés de implantar um projeto de saneamento rural aqui no município, a gente sugeriu implantar um SARA pra cada família e a CEHAP acolheu, fez um convênio com o INSA onde fizemos a mediação na discussão técnica com o INSA, levamos toda a equipe da CEHAP lá em Campina Grande, fecharam um acordo e eles já estão implantando 100 SARAS (Saneamento Ambiental e Reúso de Água) aqui para as famílias e um dos SARAS está sendo implantado no nosso quintal Ecoprodutivo; e a outra tecnologia é o nosso Biodigestor Rural que é uma tecnologia adaptada pelo PEASA que utiliza as fezes animais dos bovinos ou dos suínos e esse biodigestor pode gerar gás suficiente ou pra uma pequena agroindústria ou pra atender duas famílias”, explica o coordenador do PEASA, Programa de Estudos e Ações para o Semiárido, Vicente de Paulo Albuquerque de Araújo, durante entrevista ao Stúdio Rural.
Vicente detalhou a importância do biodigestor para o processo de agregação de valor aos produtos da agricultura familiar como para o beneficiamento da fruticultura nativa, dos subprodutos do leite, dentre outros, além do processo de utilização para o preparo da alimentação das famílias. “Além disso ele gera dois subprodutos que é o biofertilizante sólido e biofertilizante liquido que podem ser utilizados na agricultura familiar, no plantio da horta da família, ou então na fruticultura da família” explica Albuquerque justificando serem tecnologias que dialogam entre si com as diversas tecnologias e ações trabalhadas nas unidades produtivas e moradias das famílias agricultoras.
“A gente pretende continuar e se sente muito feliz porque a universidade continua sendo útil para a comunidade que está no meio rural, e aqui, por exemplo, neste assentamento e nos próximos que virão, vão ter também as áreas comuns, vai ter uma escola e nós queremos entrar com nosso Programa de Educação em Empreendedorismo Rural e Práticas Agrícolas Sustentáveis para as crianças daqui dos Reassentamentos, então você veja que o PEASA tem projetos de curto, médio e longo prazos pras comunidades nesse reassentamento”, comemora Vicente Albuquerque ao dialogar com Stúdio Rural lembrando papel de parceiras como PaqTecPB, Sebrae, MAB, Senar, CEHAP, dentre outras.
Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural




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