Pesquisa, gestão pública e mercado avaliam safra 2018 do algodão orgânico em sistemas agroalimentares
O ano de 2018 já é tido como um ano com produção e produtividade para o algodão orgânico nos sistemas agroecológicos na região do Curimataú e Cariri Ocidental da Paraíba.
No último sábado(08) e domingo(09), respectivamente, Programa Esperança no Campo e Programa Domingo Rural evidenciaram a produção agroecológica do algodão nas dinâmicas de cultivos integrados com a diversidade de culturas para a alimentação das famílias e do rebanho pecuário em assentamentos rurais no município de Remígio, no Curimataú; e Prata, na região do Cariri Ocidental paraibano.
“O ano de 2018 foi um ano bastante animador para a produção do algodão agroecológico aqui no município de Remígio, tivemos uma produção razoavelmente considerável apesar de que também tivemos um pouco de estiagem na metade do período do plantio, mas o resultado é animador e estamos com nosso algodão já beneficiado e pronto para ser transportado, já todo enfardado e a perspectiva dos agricultores é animadora com o resultado do algodão deste ano aqui no município”, explica o secretário da Agricultura de Remígio, Antonio Junio da Silva, justificando que foram 22 hectares plantados com algodão numa dinâmica de produção diversificada que envolveu 18 famílias. “É uma produção agroecológica que não é de um determinado produto e sim de vários produtos. A gente fala na produção do algodão, mas associado a ele também outras culturas que também geram renda, o algodão é o que vem como resultado final da safra do ano”, explica.
“Eu acho que é importante a gente poder falar, falar e falar de coisas boas, falar de orgânicos, eu acho que tem que ser essa tônica que o mundo está pedindo, que os consumidores estão pedindo, além de alimentos também produzir matérias-primas orgânicas e o algodão é uma dessas matérias-primas que está se expandindo. No caso específico da Paraíba nós temos várias dinâmicas no Algodão Paraíba e também tem o algodão certificado pela Rede Borborema de Agroecologia que acontece em dois grupos de produção: um grupo de produção situado no Assentamento José Marcolino, na Prata; e outro grupo de produção no Assentamento Queimadas, em Remígio, e esse ano 2018 foi um ano muito bom porque mesmo não tendo sido um ano tão bom de chuvas, mas choveu que deu para que os agricultores pudessem lucrar. E quando se lucra algodão tendo o contrato de compra e venda, é muito bom, ou seja, você garante uma cultura de renda além do milho, feijão, fava e outras culturas”, explica o pesquisador da Embrapa Marenilson Batista, classificando como um ano bem positivo para quem agregou a produção do algodão orgânico e lembrou que o mercado é seguro e tem espaço para mais famílias agricultoras nos sistemas de produção. “Nós temos visto que vários grupos de produção estão se interessando em produzir algodão orgânico, e a Rede Borborema de Agroecologia, que é responsável por essa certificação participativa, está dialogando com esses grupos de produção no sentido de ampliar”, explica Batista da Silva.
Maria Valdenira Rodrigues de Almeida, Val, é coordenadora do projeto algodão da empresa francesa Vert/Veja, compradora da produção algodoeira na Paraíba e outros estados nordestinos e foi nossa entrevistada falando sobre a qualidade do produto agroecológico paraibano e sobre a relação de confiança construída entre as famílias agricultoras, entidades da pesquisa participativa e entidades parceiras nos projetos. “A gente já comprou algodão em quase todos os estados do Nordeste que produzem algodão, mas nos últimos seis anos a gente tinha focado muito no Ceará por questões logísticas e agora como nossa demanda cresceu bastante a gente voltou a comprar a safra de 2018 que foi a safra do Estado do Piauí, do Ceará e da Paraíba, então compramos esse ano 23 toneladas desses três estados”, explica Val ao contatar com o público ouvinte Programa Domingo Rural e Programa Esperança no Campo.
Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural




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