Pesquisador evidencia agroecologia do algodão em sete pontos de seis estados do semiárido

Participante do Programa Domingo Rural e Programa Esperança no Campo desta semana pra falar sobre o conjunto das ações com o plantio do algodão agroecológico, nos sistemas agroalimentares, o pesquisador da Embrapa Algodão, Marenilson Batista da Silva, classificou como sendo um momento novo para a vida e para a forma de economia camponesa no semiárido a parceria que se faz com as entidades locais e as famílias agricultoras e comunidades interessadas em trazer de volta a cultura algodoeira como forma de fortalecer a economia no meio rural do semiárido. “É uma realidade sendo construído um momento novo, numa nova perspectiva do algodão orgânico, do algodão agroecológico, do comércio justo e com mercado garantido. E é nesse sentido que a Embrapa tem entrado nessa parceria com a Diaconia, Instituto C&A e outros parceiros para que possamos aprimorar os sistemas de algodão agroecológico em consórcios agroalimentares, e pra isso nós estamos fazendo com que os conhecimentos, as informações existentes na Embrapa, possam chegar em todo o semiárido, mas também nós estamos dizendo que é necessário pesquisar, é necessário investigar, é necessário testar tecnologias, conhecimentos para a realidade local”, explica Marenilson ao dialogar com nosso público ouvinte.

Batista explicou que o trabalho vem se fortalecendo em diversos estados do semiárido e explica que a tendência é expandir a cultura por todo o semiárido gerando uma nova forma de organização de povo com uma visão de vida e economia associados. “Esse projeto já tem semente plantada, já tem algodão sendo desbastado, também tem algodão sendo plantado e eu vou dar um panorama geral de como é que estão os sete pontos de pesquisa: nós começamos o trabalho no Piauí, lá na Serra da Capivara e se você pegar o mapa do nordeste verá que o Piauí é onde começa chover primeiro e lá estamos precisamente em São Raimundo Nonato fazendo um trabalho; em seguida nós temos o Sertão de Pernambuco, lá na Serra do Araripe, na divisa com o Ceará, também temos na comunidade Lajinha(Ouricuri), lá no Chicão fazendo um trabalho; temos lá na região de Umarizal, no Rio Grande do Norte num trabalho que está sendo feito; temos no Cariri paraibano, mais precisamente na Prata, temos lá no Sertão do Pajeú e todas essas áreas já estão plantadas, ou seja, cinco locais já com área plantada”, explica aquele pesquisador acrescentado que ainda está em fase de construção áreas produtivas no Sertão de Alagoas e Sertão de Sergipe onde as chuvas chegam mais tarde.       

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

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