Pesquisadores de estatal mineira extraem azeite durante dia de campo

Perto de 250 produtores, empresários e técnicos de diversos estados participaram, na última sexta-feira, dia 14, do dia de campo “Olivicultura e Fruticultura de Clima Temperado”, realizado pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG), na Fazenda Experimental de Maria da Fé, no Sul de Minas.

A informação foi repassada pela assessoria daquele estatal de pesquisas, justificando que a os participantes do dia de campo conheceram técnicas para o plantio de fruteiras, aspectos gerais da cultura da macieira, culturas do pessegueiro, ameixeira, mirtilo, amoreira-preta e morangueiro. “Eles também acompanharam a extração de azeite feita durante o evento com o uso de um equipamento recém-adquirido pela EPAMIG”, relata aquela assessoria, acrescentando que durante o encontro o pesquisador Adelson Francisco de Oliveira explicou que a máquina, importada da Itália, foi concebida com o intuito de automatizar todo o processo, desde a lavagem dos frutos até a obtenção do azeite, fazendo com que os frutos que vêm do campo sejam lavados e jogados num moedor, de onde seguem para um batedor e para um decantador dentre outros procedimentos. “A máquina, além de ser usada nas atividades relacionadas à pesquisa, será disponibilizada aos produtores do município que tiverem interesse em fazer a extração do azeite no local”.

Aquela assessoria informou que com o uso do equipamento, os pesquisadores também propõem uma forma de maior aproveitamento dos frutos que são importados, já que o Brasil ocupa o terceiro lugar no mundo em importação de azeitona e que este processo, no entanto, tem acentuado índice de desperdício, com cerca de 0,2% do total descartados, o que inclui frutos danificados, macerados, com manchas ou pequenas lesões de pragas, doenças e outras deformações são excluídos e descartados. “A alternativa proposta pela EPAMIG para aproveitamento dessa matéria-prima de descarte é submetê-la ao processamento para extração do azeite através deste tipo de equipamento, de modo que as azeitonas que seriam destinadas ao lixo sejam aproveitadas para extração de azeite”.

Em busca de reverter o quadro de dependência de importações vivido pelo Brasil, a EPAMIG é pioneira na pesquisa em olivicultura, já tendo alcançado resultados inéditos e muito promissores.

Fonte: Stúdio Rural / Programa Domingo Rural

Compartilhe se gostou

Deixe seu comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Campos marcados como (obrigatório) devem ser preenchidos.

Newsletter

Através da nossa newsletter você ficar informado, o informativo do estudo rural já conta com mais de 20 mil inscritos, faça parte você também.

Back to Top